6 de fevereiro de 2026

Asplan tem reunião com representantes do BB para tratar das dificuldades do produtor diante da quebra de safra e baixo preço da cana

A Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) realizou, na última quarta-feira (4), uma reunião com representantes do Banco do Brasil para discutir o atual cenário do setor canavieiro no estado e as dificuldades enfrentadas pelos produtores de cana de açúcar diante da quebra de safra, do baixo preço da cana e de fatores climáticos adversos. A reunião aconteceu na sede da entidade, em João Pessoa.

Participaram do encontro o presidente da Asplan, José Inácio de Morais; o vice-presidente, Pedro Campos Neto; o Diretor do Departamento Técnico, Neto Siqueira e o advogado, Tárcio Handel, além de Alfredo, Fernanda e Cristiano, representantes das áreas financeira e técnica da entidade. Pelo Banco do Brasil, estiveram presentes o superintendente regional, Márcio Pereira; o gerente de Mercado, Ruan Lemos; o gerente geral da agência de Mamanguape, Adriano Pereira; e o engenheiro agrônomo do BB, Paulo César.

Durante a reunião, José Inácio apresentou um panorama detalhado das dificuldades vividas pelos produtores paraibanos. Ele destacou a redução expressiva no valor da tonelada da cana-de-açúcar — que, em média, caiu de R$ 172,00 para cerca de R$ 129,00 — somada à queda de produtividade causada pelo déficit hídrico e pela frustração de safra decorrente das condições climáticas adversas. O presidente também mencionou impactos externos, como o chamado “tarifaço” dos Estados Unidos, que agravaram ainda mais a situação dos produtores, com impacto direto na Cota Americana no Nordeste.

Segundo José Inácio, esse conjunto de fatores comprometeu a capacidade dos produtores de honrar seus compromissos financeiros, mesmo quando o objetivo principal era preservar o campo e manter a atividade produtiva. Ele classificou como excessivamente rigorosa a forma de cobrança adotada pelo banco em alguns casos, ressaltando que o produtor não pode ser tratado como alguém de má-fé, mas como um parceiro que atravessa um momento crítico e difícil.

Um dos pontos centrais do encontro foi a necessidade de restabelecer o diálogo entre o Banco do Brasil e os produtores. Nesse sentido, ficou acordada a abertura de um canal direto de comunicação, intermediado pela Asplan, para que cada produtor possa ter seu caso analisado individualmente. Fernanda e Cristiano ficarão responsáveis por receber as demandas dos fornecedores, independentemente da agência bancária, e encaminhá-las para avaliação específica, considerando o tipo de crédito contratado e a realidade de cada produtor.

A reunião também abordou questões relacionadas ao enquadramento dos produtores nos diferentes segmentos de atendimento do banco. O superintendente regional, Márcio Pereira, comprometeu-se a alinhar internamente, junto às demais superintendências, a abertura desse canal de diálogo, ampliando a possibilidade de negociação e entendimento entre as partes.

Ao final do encontro, José Inácio agradeceu a presença dos representantes do Banco do Brasil e destacou a importância do diálogo como caminho para a superação das dificuldades. Pedro Campos Neto reforçou que a Asplan e os produtores desejam manter uma relação de parceria com a instituição financeira, evitando conflitos judiciais ou desgastes no relacionamento, e ressaltou o papel histórico do Banco do Brasil no fomento à atividade agrícola, especialmente, no tocante a cana de açúcar.

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Dirigentes da Unida pedem apoio de Hugo Motta para socorro emergencial aos produtores de cana do Nordeste

Dirigentes do setor canavieiro nordestino se reuniram, nesta sexta-feira (6), em João Pessoa, com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, para tratar da grave situação enfrentada pelos produtores de cana-de-açúcar da região. O encontro teve como pauta central a solicitação de apoio do parlamentar para a construção no Congresso Nacional de um socorro emergencial ao setor, através de subvenção federal, para socorrer o setor duramente afetado pelo baixo preço da cana e pelo aumento dos custos de produção.

Participaram da reunião o presidente da Unida, Pedro Campos Neto, o presidente da Associação dos Fornecedores de Cana de Pernambuco (AFCP), Alexandre Lima, e o presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais. A reunião ocorreu na sede do partido Republicanos, na capital paraibana, nesta manhã.

Durante o encontro, Pedro Campos Neto destacou que a atual conjuntura coloca em risco a sustentabilidade de milhares de produtores, especialmente os de pequeno e médio porte. “O setor canavieiro do Nordeste atravessa um dos momentos mais delicados da sua história. O preço pago pela cana caiu drasticamente, não acompanha os custos, que só aumentam, e isso tem comprometido essa cadeia produtiva importantíssima para a região. Precisamos de medidas urgentes para evitar um colapso produtivo e social e foi disso que tratamos com o deputado”, afirmou ele, lembrando que a Unida representa cerca de 16 mil produtores de cana do Nordeste.

Na mesma linha, o presidente da Asplan, José Inácio de Morais, reforçou que as dificuldades vão além do aspecto econômico e atingem diretamente a geração de emprego e renda no meio rural. “Estamos falando de uma cadeia produtiva que sustenta municípios inteiros. Sem apoio emergencial, muitos produtores não conseguirão manter suas atividades, o que pode provocar um efeito devastador na maior cultura da região, na economia regional e a perca de milhares de empregos”, alertou.

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, reconheceu a relevância do setor para o Nordeste e se mostrou sensível às demandas apresentadas. “A cana-de-açúcar é estratégica para a economia da região, tanto pela geração de empregos quanto pela sua importância histórica e social. Vamos buscar caminhos, junto ao Congresso Nacional e ao Governo Federal, para discutir alternativas que possam oferecer o suporte necessário aos produtores neste momento de dificuldade”, destacou o parlamentar.

Ao final da reunião, os dirigentes avaliaram o encontro como positivo e reforçaram a expectativa de que o diálogo com o Legislativo possa resultar em ações concretas para garantir a sobrevivência e a retomada da competitividade do setor canavieiro nordestino.

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