20 de fevereiro de 2026

Presidente da Asplan destaca importância da Cota Americana após revés ao “tarifaço” nos EUA

“A decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos traz um alívio para o setor sucroenergético brasileiro, especialmente para os produtores de cana do Nordeste que dependem diretamente da Cota Americana. Essa cota representa uma oportunidade estratégica de acesso ao mercado norte-americano em condições diferenciadas, garantindo previsibilidade de receita e equilíbrio para milhares de fornecedores de cana e que tinha sido afetada com o tarifaço de Trump”, afirmou o presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais, ao saber da decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que, por 6 votos a 3, entendeu que o presidente Donald Trump extrapolou sua autoridade ao impor o chamado “tarifaço” com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA).

Quando houve a imposição do chamado ‘tarifaço’, segundo José Inácio, o setor produtivo e industrial ficou em alerta máximo, porque essa elevação abrupta de tarifas comprometeu a competitividade do açúcar brasileiro dentro da cota e, sobretudo, fora dela. “Para o Nordeste, onde a atividade canavieira tem forte impacto social e econômico, isso significou o risco direto a empregos, renda no campo e sustentabilidade das usinas e dos fornecedores”, disse ele, lembrando que essa mudança, infelizmente, não influenciará os prejuízos da safra que já ocorreram.

Para José Inácio, a decisão da Suprema Corte dos EUA reafirma que medidas dessa natureza, que prejudicam vários países e setores da economia, precisam respeitar limites legais, institucionais e constitucionais. “Segurança jurídica e previsibilidade são fundamentais para planejar safra, investimentos e manutenção da atividade. Esperamos que o comércio internacional siga regras claras, preservando a estabilidade da Cota Americana e o espaço conquistado pelo açúcar nordestino no mercado dos Estados Unidos e que decisões desta natureza não sejam tomadas de sobressalto ao gosto do dirigente do momento”, finaliza José Inácio.

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Associados Asplan têm 10% de desconto na inscrição da 10ª DATAGRO Abertura Safra Cana, Açúcar e Etanol

Os produtores de cana adimplentes com a Associação dos Fornecedores de Cana da Paraíba (Asplan) terão um bônus de 10% na inscrição da 10ª edição da DATAGRO Abertura Safra Cana, Açúcar e Etanol, o encontro que inaugura a agenda estratégica do setor sucroenergético no país e marca o início do planejamento da safra 2026/27. O evento deste ano acontece no Taiwan Centro de Eventos, em Ribeirão Preto (SP), nos dias 11 e 12 de março e terá dois dias de painéis e workshops com a participação de 75 palestrantes que abordarão questões sobre mercado, energia, competitividade e política comercial. No ato da inscrição, basta o associado se identificar para fazer jus ao cupom de desconto no datagroconferences.com.

O presidente da Asplan, José Inácio, destaca a relevância do evento. “É importante participar deste encontro porque ele contribui para orientar nosso planejamento, a construção de estratégias mais eficientes com debates sobre sustentabilidade, inovação tecnológica e diversificação dos biocombustíveis que são essenciais para consolidar o papel da cana-de-açúcar como vetor de desenvolvimento econômico, social e ambiental no Brasil. Acreditamos que eventos como esse fortalecem nossa cadeia produtiva e contribuem para o crescimento contínuo do setor por isso que apoiamos essa iniciativa”, destaca ele.

“Entramos em um novo momento para o setor sucroenergético, em que as decisões deixam de ser apenas operacionais e passam a ter impacto direto na inserção do Brasil no mercado global de energia. A leitura integrada de produção, política comercial, transição energética e competitividade internacional é fundamental para reduzir riscos e ampliar previsibilidade”, afirma Plinio Nastari, presidente da DATAGRO.

A competitividade do etanol de milho também será abordada, em painel dedicado à dinâmica de custos, oferta e integração entre as rotas produtivas. O mercado do petróleo e os avanços na implantação da mistura de 35% de etanol anidro na gasolina, o chamado E35, além da evolução tecnológica da indústria automotiva com uso de biocombustíveis, compõem outro eixo central das discussões. A agenda inclui ainda temas como integração e diversificação na América Latina, implementação de biocombustíveis no transporte marítimo e perspectivas para o plantio de beterraba na Europa, além de atualizações sobre o acordo Mercosul e União Europeia.

No segundo dia, o foco se amplia para aspectos operacionais e tecnológicos. Entre os destaques estão o uso do etanol em equipamentos agrícolas, os avanços da transformação digital na indústria sucroenergética, estratégias de controle de pragas como instrumento de ganho de produtividade e a apresentação de indicadores da área agrícola para o próximo período produtivo.

Fonte: release assessoria Datagro

 

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