26 de fevereiro de 2026

Presidente da Asplan destaca importância de agenda em Brasília e reforça apoio às pautas do setor canavieiro nordestino

O presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais, ressaltou a importância estratégica das reuniões realizadas nesta quarta-feira (25), em Brasília, por representantes do setor canavieiro nordestino, liderados pela União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida). Embora integrasse o grupo mobilizado para cumprir a agenda na capital federal, o dirigente paraibano não pôde viajar em virtude de compromissos previamente assumidos.

De acordo com José Inácio, o momento exige articulação política e união das entidades para enfrentar os prejuízos acumulados na última safra e assegurar condições mínimas para a continuidade da atual. “Mesmo não estando presente fisicamente, acompanhei de perto as tratativas e reitero total apoio às pautas defendidas pela comitiva. O setor atravessa um dos períodos mais desafiadores dos últimos anos e precisa de respostas urgentes do Governo Federal e também Estadual”, afirmou.

A comitiva foi recebida pelo secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dário Durigan, em agenda articulada pelo presidente da Câmara Federal, Hugo Motta. Também participaram de reuniões com o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, com o ministro dos Transportes, Renan Filho, e com o de Comunicações,Frederico Siqueira, além de outras autoridades.

Para o presidente da Asplan, a mobilização reforça a maturidade institucional e a capacidade de diálogo do setor canavieiro nordestino. “Estamos falando de uma atividade que sustenta milhares de empregos diretos e indiretos e movimenta fortemente a economia regional. É fundamental que o Governo compreenda a dimensão social e econômica da cana-de-açúcar no Nordeste e nos apoie a superar esse cenário de prejuízos”, destacou.

José Inácio também enfatizou que a inclusão na PGPM representaria um avanço estrutural importante, garantindo maior previsibilidade e proteção ao produtor diante das oscilações de mercado e das adversidades climáticas. “Precisamos de medidas emergenciais para atravessar a crise, mas também de políticas permanentes que assegurem estabilidade ao setor”, concluiu ele.

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Informe Climático – Fevereiro de 2026

26 DE FEVEREIRO DE 2026

FENÔMENO EL NIÑO COMEÇA A SE CONFIGURAR E DEVERÁ TRAZER IMPACTOS DESFAVORÁVEIS NA REGULARIDADE DAS CHUVAS

CLIMA - CONDIÇÕES ATUAIS

Figura 01 – Anomalia de Temperatura da Superfície do Mar (TSM) em 24/02/2026. (Fonte: https://www.senamhi.gob.pe)

OCEANO PACÍFICO – O fenômeno La Niña apresentou seu fim neste mês de fevereiro, com o reaparecimento de
anomalias de águas mais quentes sobre a porção oeste do Oceano Pacífico tropical, figura 01, área Niño 1+2 (litoral da costa oeste tropical da América do Sul). Embora, o mesmo não tenha se configurado na sua plenitude, o aquecimento gradativo das águas superfíciais, dão progressão gradativa para o desenvolvimento de um novo fenômeno El Niño de grande potencial de aquecimento.
Deste modo, o retorno do aquecimento da temperatura da superfície do mar, estabelecendo um novo fenômeno ENOS, poderá atuar negativamente para a evolução das precipitações pluviométricas, trazendo irregularidades na distribuição temporal e espacial, já neste próximo bimestre, com impactos negativos na pré estação chuvosa do setor leste do nordeste do Brasil, em particular sobre toda a região do litoral paraibano.

Nesta evolução climática, já se confirma o estabelecimento do fenômeno El Niño, com perspectivas de um fenômeno com intensidade moderada a forte, e que vai impactar negativamente à evolução satisfatória das precipitações pluviométricas em todo o Nordeste do Brasil (NEB) e que, historicamente, traz preciptiações que predominantemente se caracterizam na categoria de normal a abaixo da média.

Figura 02- Anomalia de Temperatura da Superfície do Mar (TSM) em 22/02/2026. (Fonte: https://www.tropicaltidbits.com)

OCEANO ATLÂNTICO – Sobre o sobre o Oceano Atlântico tropical sul, as temperaturas da superfície do mar permanecem aquecidas, figura 01 (retangulo da área ATS) e na figura 02, e essa configuração oceânica, tem auxiliado na manutenção e presença de instabilidades atmosféricas, deste modo, tem mantido o tempo com muita nebulosidade e ocorrência de precipitações pluviométricas representativas, em grande parte do setor leste do Nordeste do Brasil (NEB), em particular, sobre a região do litoral paraibano com totais acumulados muito representativos em fevereiro de 2026. Vale salientar que o mês de fevereiro ainda representa o período normal de estiagem e as precipitações ainda são de baixa climatologia e um pouco irregulares.

Com a continuidade dessa evolução, de manutenção progressiva do aquecimento das águas do Oceano Atlântico tropical, e a presença de instabilidades atmosférica vindas do Oceano Atlântico para o continente, deveremos manter uma certa regularidade das precipitações pluviométricas sobre a faixa litorânea, contribuindo assim, para reduzir os impactos climáticos da redução das precipitações em anos de eventos El Niño e poder melhorar a regularidade das precipitações pluviométricas durante o período chuvoso que se incia climatologicamente em abril de 2026.

TENDÊNCIA TEMPO E CLIMA

Figura 03 – Previsão de anomalia de precipitação no trimestre março a maio de 2026 (Áreas em tons vermelho indicam precipitações abaixo da média e em azul acima da média). Fonte: Modelo BAM 1.2 – CPTEC/INPE

LITORAL PARAIBANO – Sobre a faixa leste do estado da Paraíba, regiões do Agreste, Brejo e Litoral, neste próximo trimeste, o clima já estará sobre a influência do fenômeno El Niño, ainda no seu início de sua atuação, mas com sistemas climáticos que são predominates do período chuvoso do semiárido nordestino, a exemplo da atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), sistema que modula a qualidade do período chuvoso e sua atuação poderá trazer precipitações pluviométricas representativas para todo o norte do Nordeste do Brasil, e, inclusive para a faixa litorânea leste. 

Assim, as perspectivas climáticas, para próximo trimestre de 2026 (março, abril e maio), início do período mais regular de chuvas sobre a região do litoral paraibano e regiões circunvizinhas, o clima deverá indicar, uma tendência de maior irregularidade das precipitações, tanto temporal, quanto espacial, mas, com o favorecimento do aquecimento da temperatura das águas do Oceano Atlântico tropical, deveremos ter precipitações isoladas de intensidade moderadas a forte, mantendo os totais de precipitação pluviométrica próximos à média histórica.

Deste modo, conforme tendência da maioria dos modelos de previsão climática, a exemplo do modelo de clima da figura 03 (Modelo Sazonal BAM 1.2 – CPTEC/INPE), para grande parte da região norte do Nordeste do Brasil (Semiárido Nordestino), a tendência climática permanece de muita irregularidade e precipitações pluviométricas predominantemente na categoria abaixo da média histórica. 

Mas, para o setor leste do Nordeste do Brasil, em particular regiões do Agreste, Brejo e Litoral Paraibanos, as precipitações para este próximo trimestre, devem também sofrer um certo impacto da irregularidade presente na atmosfera, mas com menor enfase, em virtude da contribuição favorável das temperaturas da superfície do mar, na região do Oceano Atlântico tropical leste, e que têm permanecido o tempo com muita nebulosidade, e precipitações pluviométricas de intensidade representativas, mantendo-se predominantemente na categoria normal. 

Com o amadurecimento do fenômeno El Niño é provável que as irregularidades das precipitações pluviométricas aumentem e o clima passe a ter uma maior tendência de chuvas na categoria de normal a abaixo da média, principalmente pela redução dos totais registrados pela influência direta dos impactos do fenômeno.

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