15 de abril de 2026

Evento técnico apresenta para produtores da Paraíba empresa de tecnologia nordestina que impulsiona eficiência no campo

Em um cenário cada vez mais desafiador para a produção agrícola, marcado pela irregularidade das chuvas e pela escassez de mão de obra, empresas brasileiras têm apostado na inovação para garantir produtividade e sustentabilidade no campo. É nesse contexto que a 3v3 Tecnologia se destaca como uma referência em soluções integradas de irrigação, fertirrigação e gestão inteligente da água no campo. Nesta terça-feira (14), o CEO da empresa, Michel Freire, apresentou aos produtores de cana da Paraíba o ecossistema oferecido pela 3v3 Tecnologia, que promete uma redução de até 34% no consumo de água utilizando suas soluções. O evento foi promovido pela empresa KORÉ com apoio da Ubyfol e do Departamento Técnico da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), e aconteceu na sede da entidade, em João Pessoa.

Genuinamente brasileira — e, sobretudo, nordestina —, a empresa carrega em sua origem a experiência de atuar em uma das regiões mais desafiadoras do país para a agricultura. “O Nordeste nos forjou. Aqui, a irrigação não é complemento, é condição de existência. Sem ela, muitas culturas simplesmente não produzem”, destacou Michel. Ele lembrou que diferentemente de outras regiões, como Sul e Sudeste, onde a irrigação atua como suporte, no Nordeste ela é essencial. “Foi essa realidade que levou a 3v3 a desenvolver soluções voltadas diretamente às necessidades do produtor, ouvindo de perto suas demandas e dificuldades”, afirma.

Com atuação em mais de 60 grupos empresariais, especialmente na horticultura e fruticultura (HF), a empresa aposta em um ecossistema completo que integra automação, monitoramento, inteligência artificial e gestão de dados. Todo o desenvolvimento — desde hardware e software até processos com inteligência artificial é realizado no Brasil, incluindo montagem robotizada de equipamentos eletrônicos.

Um dos diferenciais da 3v3 apresentado no evento da Asplan e sua capacidade de interligar sistemas diversos dentro da propriedade rural. “Nossa proposta é consolidar informações de irrigação, nutrição, clima e operação em uma única plataforma, permitindo uma visão ampla e estratégica da produção. Hoje, o maior desafio não é apenas ter tecnologia, mas fazer com que tudo converse entre si”, ressalta.

A empresa também investe no conceito de “ciclo virtuoso da gestão”, no qual a automação gera dados em tempo real que alimentam sistemas inteligentes de análise. A partir dessas informações, é possível acompanhar indicadores como volume irrigado, pressão, consumo energético e balanço hídrico, garantindo maior precisão nas decisões.

Outro avanço é o uso da inteligência artificial como “copiloto” das operações agrícolas. “Nossa tecnologia permite extrair insights a partir de grandes volumes de dados com rapidez, otimizando processos e reduzindo falhas humanas, o que é um diferencial agregador especialmente em um cenário global de escassez de mão de obra”, reitera Michel.

Mesmo diante das incertezas climáticas, como a influência de fenômenos que afetam a regularidade das chuvas, a empresa reforça a importância da gestão integrada da água. “O desafio não é apenas a falta ou o excesso de chuva, mas a sua irregularidade. E é aí que a tecnologia faz a diferença”, aponta o empresário. “Trouxemos para apresentar aos nossos associados uma empresa cujo foco é inovação prática e resultados reais. E como vimos aqui, a 3v3 consolida sua atuação como uma aliada do produtor rural, mostrando que a eficiência operacional impulsionada por dados, automação e inteligência, são questões que são determinantes para um bom manejo agrícola, o que impacta diretamente no resultado do negócio e na sua sobrevivência”, destacou o diretor do Departamento Técnico da Asplan (Detec), Neto Siqueira que acompanhou à explanação.

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Evento técnico destaca inovação em fisioativação vegetal da cana-de-açúcar com foco em alta performance produtiva

Um encontro técnico realizado nesta terça-feira (14), na sede da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), em João Pessoa, reuniu produtores e especialistas para discutir estratégias inovadoras voltadas ao aumento do vigor e da produtividade dos canaviais. Promovido pela KORÉ, com apoio da Ubyfol e do Departamento Técnico da Asplan (Detec), o evento teve como foco o debate da fisioativação vegetal para maior vigor e desenvolvimento do canavial na busca de resultados de alta performance. A apresentação principal foi conduzida pelo diretor da KORÉ, Danilo Lima, que trouxe uma abordagem prática e diferenciada, evidenciando que o modelo de atuação da empresa vai além da comercialização de insumos. “Não se trata de vender produto, mas de construir soluções funcionais, baseadas na realidade de cada área, que gerem resultados concretos no campo”, afirmou.

Durante a explanação, foram apresentados conceitos ligados ao manejo integrado do solo e da planta, com ênfase na importância de compreender as características físico-químicas de cada ambiente produtivo. Segundo Danilo, que estava acompanhado do sócio, Igor Melo, o ponto de partida é a análise detalhada do solo, permitindo a escolha adequada de condicionadores e nutrientes, sempre com foco na eficiência da absorção e no desenvolvimento equilibrado da cultura.

Outro destaque foi o papel da fisioativação vegetal na preparação da cana-de-açúcar para enfrentar situações de estresse, como seca, pragas e doenças. Tecnologias baseadas em aminoácidos, micronutrientes e compostos biológicos foram apresentadas como ferramentas capazes de “preparar” a planta para momentos adversos, promovendo maior resistência e estabilidade produtiva. Danilo também ressaltou a importância do manejo ao longo de todo o ciclo da cultura, com aplicações estratégicas em fases como crescimento vegetativo, proteção e maturação. “O objetivo não é apenas aumentar a produtividade, mas entregar uma cana mais rica, com maior teor de açúcar, o que impacta diretamente na rentabilidade do produtor”, destacou.

A programação contou ainda com a participação da Representante Técnica de Vendas da KORÉ, Larissa Silva, que apresentou resultados práticos de campo, demonstrando ganhos significativos tanto em produtividade (TCH) quanto em qualidade da matéria-prima (ATR). “Os dados evidenciam que o uso equilibrado de nutrientes, aliado à tecnologia de formulação, pode gerar retorno financeiro expressivo”, destacou ela.

O presidente da Asplan, José Inácio ressaltou a relevância da iniciativa para o fortalecimento do setor. “É fundamental trazer conhecimento técnico atualizado para os produtores, especialmente em um cenário de desafios climáticos, preços baixos, muitas dificuldades e a necessidade crescente de eficiência. Neste cenário, o produtor precisa otimizar recursos e investir mais assertivamente para ter bons resultados e o que vimos aqui, certamente, nos amplia as possibilidades neste sentido”, afirmou o dirigente canavieiro.

Já o diretor técnico da entidade, Neto Siqueira, agradeceu a parceria com a KORÉ e destacou a importância da troca de experiências. “Eventos como este contribuem diretamente para a evolução do manejo agrícola e para a tomada de decisões mais assertivas no campo, o que é fundamental, principalmente, depois de um ano difícil como o que tivemos”, pontuou.

Ao final, o encontro reforçou a importância da integração entre ciência, tecnologia e prática agrícola, evidenciando que o futuro da produção de cana-de-açúcar passa, cada vez mais, por soluções inteligentes, sustentáveis e adaptadas às realidades regionais. O evento foi encerrado com um almoço servido para todos os participantes no espaço de eventos da entidade canavieira paraibana.

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El Niño deve provocar chuvas abaixo da média em 2026 aponta meteorologista durante evento na Asplan

As projeções climáticas para 2026 indicam um cenário de atenção para o Nordeste brasileiro, com tendência de chuvas abaixo da média influenciadas pelo avanço do fenômeno El Niño, principalmente nos meses de junho, julho e agosto. A análise foi apresentada pelo Dr. em Meteorologia Alexandre Magno durante explanação nesta terça-feira (14), em evento técnico realizado na sede da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), em João Pessoa.

O meteorologista destacou o aquecimento progressivo das águas do Oceano Pacifico como fator determinante para a irregularidade das precipitações ao longo do ano. De acordo com ele, embora o El Niño ainda não esteja oficialmente configurado em sua totalidade, os sinais já são evidentes. O aquecimento das águas na região próxima à costa oeste da América do Sul, tem impacto direto na redução das chuvas, especialmente no litoral nordestino. “Quando essa área aquece, historicamente há diminuição das precipitações na faixa litorânea”, explicou.

Os dados mais recentes mostram que a temperatura da superfície do mar já ultrapassa os padrões de neutralidade, com tendência de intensificação nas próximas semanas. Modelos climáticos indicam de 60% a 70% de probabilidade de consolidação de um El Niño entre os meses de junho e agosto, período considerado crítico para a quadra chuvosa em parte da região.

Outro ponto destacado é o papel do Oceano Atlântico, que atualmente apresenta temperaturas elevadas. Esse aquecimento pode amenizar parcialmente os efeitos do El Niño, contribuindo para a ocorrência de chuvas pontuais. No entanto, segundo o meteorologista, esse fator não deve ser suficiente para reverter o cenário de irregularidade climática. “O Atlântico aquecido ajuda a quebrar bloqueios atmosféricos, mas não garante volumes significativos de chuva”, afirmou.

A análise de diferentes modelos internacionais — incluindo centros meteorológicos dos Estados Unidos, Europa e Alemanha — converge para um mesmo diagnóstico: à medida que o fenômeno se intensifica, aumenta a probabilidade de precipitações abaixo da média. O nível de confiabilidade dessas projeções varia entre 60% e 70%.

Comparações com eventos históricos, como os registrados entre 1997 e 1998, reforçam a preocupação. Naquele período, o forte El Niño resultou em uma sequência de meses com baixos índices pluviométricos. Para 2026, embora o cenário apresente algumas diferenças — como o Atlântico mais aquecido —, os padrões observados até agora indicam comportamento semelhante, com tendência de queda nas chuvas ao longo do ano. Diante desse contexto, a recomendação do especialista é de planejamento, especialmente para o setor produtivo. A orientação é otimizar o uso dos recursos hídricos e adotar estratégias de armazenamento de água, considerando a possibilidade de veranicos mais prolongados e maior irregularidade na distribuição das chuvas.

“O fenômeno é de escala global e inevitável, mas os impactos locais podem ser gerenciados com informação e planejamento nas propriedades”, concluiu o meteorologista.

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