EL NIÑO ATINGE EXTREMOS DE TEMPERATURA NO PACÍFICO E PROJETA MAIOR EVENTO DA HISTÓRIA
OUTUBRO DE 2026
EL NIÑO ATINGE EXTREMOS DE TEMPERATURA NO PACÍFICO E PROJETA MAIOR EVENTO DA HISTÓRIA
CLIMA - CONDIÇÕES ATUAIS
OCEANO PACÍFICO
Sobre o Oceano Pacífico tropical, o avanço do fenômeno El Niño, tem elevado fortemente as temperaturas subsuperfíciais próximo a costa oeste da América do Sul, com valores muito acima da climatologia, evoluindo para valores muito extremos neste mês de setembro, chegando no dia 28/09/2026 a +11ºC, acima da média histórica, conforme gráfico da figura 01, representativo ao monitoramento do transporte de calor pela onda de Kelvin e que se estabelece em toda a região tropical do Oceano Pacífico. Valores muito extremos e que já relevam ao maior evento de El Niño registrado na história.
Deste modo, essa evolução das temperaturas, aquecimento anormal das águas do Pacífico tropical, apresentando super aquecimento, configura a evolução de um fenômeno El Niño ainda na sua fase de evolução, classificado como de forte intensidade. Apesar desses valores extremos no mês de setembro, sua maior intensidade ainda está prevista para final da primavera ou ínicio do verão no hemisfério sul, e, assim, o mesmo deverá consolidar seu ciclo mais ativo e interagir de forma muito desfavorável ao clima de todo o Nordeste do Brasil, principalmente com maiores impactos no semiárido nordestino.
Assim, este evento El Niño deverá caracterizar o evento de maior magnetude da história e seus impactos deverão ser muito negativos para evolução do período chuvoso de 2027.
OCEANO ATLÂNTICO
As águas sobre a região do Oceano Atlântico tropical sul, próximo a costa leste do Nordeste do Brasil (NEB), ainda persistem com um padrão de temperaturas mais elevadas, em grande parte da sua bacia oceânica, mas, apresentam valores registrados bem menores, com temperaturas de no máximo 27oC, quase 02 graus a menos do que foi observado no último trimeste, mas ainda se demonstra com impactos favoráveis a evolução de instabilidades atmosféricas que se deslocam do Oceano Atlântico para o continente, e que, tem mantindo o tempo com nebulosidade variável e chuvas esparsas na faixa litorânea do estado da Paraíba.
Temos que, apesar da permanência do aquecimento das águas do Oceano Atlântico para o continente, as instabilidades estão sendo fortemente inibidas pela atuação do fenômeno El Niño, que, normalmente, geram bloqueios atmosféricos dificultando a evolução das precipitações pluviométricas sobre toda a faixa litorânea do Nordeste do Brasil (NEB), em particular sobre toda a faixa litorânea do estado da Paraíba.
Assim, o clima sobre o NEB, em particular no litoral paraibano, vai continuar com redução dos totais de precipitação pluviométrica registrados e valores mensais acumulados de precipitação predominantemente abaixo da média histórica, ou seja, chuvas irregulares e de fraca intensidade. Vale salientar que estamos em pleno período normal de estiagem e a climatologia do período apresenta baixos totais esperados e pouca regularidade, mas que também deve ser acentuada pelos impactos do fenômeno El Niño.
TENDÊNCIA DO CLIMA
Apesar do estabelecimento do período normal de estiagem, em todo o litoral paraibano, grande parte dos modelos de previsão climática mundiais já apontam tendência de predomínio de previsões na categoria abaixo da média.
Assim, com o estabelecimento climatológico do período normal de estiagem, o clima apresenta condições muito desfavoráveis à evolução de sistemas convectivos, tanto pela ausência de sistemas meteorológicos significativos, neste período, quanto pela atuação cada vez mais forte do fenômeno El Niño.
Deste modo, pode ser observado, que a maioria dos modelos internacionais de previsão climática, a exemplo do modelo de previsão de clima CCSR/IRI, figura 03, apresentam uma tendência com maior probabilidade, de que as precipitações pluviométricas ocorram, predominatemente na categoria abaixo da média, áreas em tons laranja/marrom, indicando maior probabilidade de defícit das precipitações sobre praticamente todo a região Nordeste do Brasil.
Assim, conforme esperado para este período do final de 2026 e início de 2027, as perspectivas futuras já se configuram com certo receio, já que se o Oceano Atlântico tropical apresenta anomalias de temperaturas mais reduzidas, ou seja, um gradativo resfriamento em relação aos meses anteriores, e o progressivo avanço de um evento El Niño de forte magnitude, que atingirá seu pico no final da estação da primavera e início do verão, e que normalmente impacta desfavoravelmente na evolução das chuvas, tanto qualitativamente quanto espacialmente, em todo o Nordeste do Brasil.
Deste modo, conforme as perspectivas climáticas, inicia-se um período mais quente e seco e a atuação do fenômeno El Niño deverá trazer irregularidades severas no padrão de distribuição temporal e espacial das precipitações pluviométricas em todo o Nordeste do Brasil e em particular na região do litoral paraibano e regiões adjacentes.
Com o avançar da estação da primavera, e em virtude da influência do fenômeno El Niño, espera-se um período com tempo mais quente e seco do que o normal, e totais de chuva predominantemente abaixo da média histórica.
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