Presidente da Asplan destaca importância da Cota Americana após revés ao “tarifaço” nos EUA

Presidente da Asplan destaca importância da Cota Americana após revés ao “tarifaço” nos EUA

“A decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos traz um alívio para o setor sucroenergético brasileiro, especialmente para os produtores de cana do Nordeste que dependem diretamente da Cota Americana. Essa cota representa uma oportunidade estratégica de acesso ao mercado norte-americano em condições diferenciadas, garantindo previsibilidade de receita e equilíbrio para milhares de fornecedores de cana e que tinha sido afetada com o tarifaço de Trump”, afirmou o presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais, ao saber da decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que, por 6 votos a 3, entendeu que o presidente Donald Trump extrapolou sua autoridade ao impor o chamado “tarifaço” com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA).

Quando houve a imposição do chamado ‘tarifaço’, segundo José Inácio, o setor produtivo e industrial ficou em alerta máximo, porque essa elevação abrupta de tarifas comprometeu a competitividade do açúcar brasileiro dentro da cota e, sobretudo, fora dela. “Para o Nordeste, onde a atividade canavieira tem forte impacto social e econômico, isso significou o risco direto a empregos, renda no campo e sustentabilidade das usinas e dos fornecedores”, disse ele, lembrando que essa mudança, infelizmente, não influenciará os prejuízos da safra que já ocorreram.

Para José Inácio, a decisão da Suprema Corte dos EUA reafirma que medidas dessa natureza, que prejudicam vários países e setores da economia, precisam respeitar limites legais, institucionais e constitucionais. “Segurança jurídica e previsibilidade são fundamentais para planejar safra, investimentos e manutenção da atividade. Esperamos que o comércio internacional siga regras claras, preservando a estabilidade da Cota Americana e o espaço conquistado pelo açúcar nordestino no mercado dos Estados Unidos e que decisões desta natureza não sejam tomadas de sobressalto ao gosto do dirigente do momento”, finaliza José Inácio.