Asplan participa de reunião do IBGE sobre o próximo Censo Agropecuário, Florestal e Agrícola e poderá ajudar com dados

Asplan participa de reunião do IBGE sobre o próximo Censo Agropecuário, Florestal e Agrícola e poderá ajudar com dados

A Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) participou, nesta quarta-feira (21), em João Pessoa, de uma reunião promovida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para apresentar o planejamento do 12º Censo Agropecuário, Florestal e Agrícola, cuja coleta de dados está prevista para começar em junho de 2027. A entidade foi representada pelo engenheiro agrônomo e de segurança do trabalho Alfredo Nogueira. O encontro reuniu representantes de instituições públicas e privadas para discutir a realização do levantamento, que deverá atualizar e ampliar as informações sobre a realidade do campo brasileiro, incluindo aspectos relacionados à produção agrícola e pecuária, à estrutura das propriedades, à mão de obra e às condições de infraestrutura dos estabelecimentos rurais.

Os dados do censo são considerados estratégicos para a formulação de políticas públicas, o planejamento de ações institucionais, a concessão de financiamentos e a elaboração de projetos voltados ao desenvolvimento do setor agropecuário. As informações também contribuem para orientar investimentos privados e identificar oportunidades de crescimento econômico. Na Paraíba, o último Censo Agropecuário, realizado em 2017, identificou mais de 170 mil estabelecimentos agropecuários. Para o próximo levantamento, a expectativa é ampliar significativamente o alcance da pesquisa, com a possibilidade de abranger cerca de 260 mil imóveis rurais, conforme as estimativas apresentadas durante a reunião. A operação deverá mobilizar aproximadamente 700 agentes de coleta no estado. A previsão é que o trabalho de campo ocorra entre junho e outubro de 2027, com divulgação dos resultados preliminares ainda no mesmo ano e dos dados definitivos em 2028.

Durante a reunião, Alfredo Nogueira destacou a importância da participação da Asplan no processo, especialmente pela experiência da entidade na organização de informações sobre seus associados e suas propriedades rurais. “A Asplan possui um banco de dados bastante robusto, com informações importantes sobre os produtores associados. Grande parte dessas propriedades já conta com dados georreferenciados, o que pode contribuir para a qualidade e a precisão do levantamento. Estamos buscando uma parceria com o IBGE para disponibilizar essas informações de forma confiável e estudar alternativas que facilitem a coleta, inclusive por meio de entrevistas on-line, caso essa modalidade seja viabilizada”, explicou.

Segundo Alfredo, a integração entre as instituições poderá favorecer a atualização cadastral e tornar o processo de coleta mais eficiente, sem comprometer a qualidade das informações. Ele ressaltou, ainda, que a utilização de tecnologias de georreferenciamento e imagens de satélite atualizadas representa um avanço importante para a identificação das culturas agrícolas e a verificação das áreas produtivas. Para ele, o diferencial do novo levantamento está justamente na ampliação da cobertura e no aperfeiçoamento das ferramentas utilizadas. “É importante que os dados sejam fidedignos e representem, de fato, a realidade do campo. A parceria da Asplan com o IBGE pode contribuir para que as informações disponibilizadas sejam precisas e úteis ao planejamento do setor agropecuário paraibano”, acrescentou.

A atualização das estatísticas agropecuárias também tem relevância direta para o setor sucroenergético paraibano. Na safra 2025/2026, a produção estadual de cana-de-açúcar alcançou aproximadamente 6,5 milhões de toneladas, posicionando a Paraíba entre os três maiores produtores da cultura no Nordeste.

“A participação da Asplan na reunião reforça o compromisso da entidade com a produção e o compartilhamento de informações qualificadas, além de fortalecer o diálogo institucional em torno de iniciativas que contribuam para o desenvolvimento sustentável da agricultura e para o crescimento do agronegócio paraibano”, reitera o presidente da entidade, Pedro Campos Neto, que não pôde participar da reunião porque está em missão internacional na China.

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