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Informe Climático – Março de 2025

Nº 02/2025 - 10 DE MARÇO DE 2025

PRECIPITAÇÕES NO LITORAL DA PARAÍBA SEGUEM ACIMA DA MÉDIA E PERSPECTIVAS CLIMÁTICAS PERMANECEM FAVORÁVEIS PARA MARÇO E ABRIL

PRECIPITAÇÕES PLUVIOMÉTRICAS – JANEIRO E FEVEREIRO/2025

Figura 01 – Precipitação acumulada no período de 01/01 a 28/02/2025 Fonte: www.aesa.pb.gov.br

Sobre o estado da Paraíba, as precipitações registradas neste primeiro bimestre do ano,  período de 01 de janeiro a 28 de fevereiro de 2025, sobre todo o setor leste da Paraíba, representativo as microrregiões do Litoral Norte, Litoral Sul, João Pessoa e Brejo, apresentaram totais pluviométricos predominantemente acima da média histórica, e, principalmente nas microrregiões de João Pessoa e do Litoral Sul, onde os totais acumulados no período ultrapassaram os 500,0 mm, nos municípios de João Pessoa: 515,8 mm (187,7%, acima da média) e Pitimbú: 504,8 mm (193,4%, acima da média histórica), índices muito representativos e que são considerado muito anômalos para o período, pois janeiro e fevereiro, climatologicamente, são considerados meses normais do período de estiagem sobre a faixa litorânea do estado da Paraíba.

Nos demais municípios do setor leste da Paraíba, conforme pode ser observado na tabela 01, também foram registrados índices pluviométricos muito representativos, sendo os maiores acumulados, acima de 400,0 mm, sendo observados nos municípios de Caaporã: 485,0 mm, Santa Rita: 479,4 mm, Alhandra: 450,3 mm, Conde: 442,8 mm, Bayeux: 437,0 mm, Baía da Traição: 433,3 mm, Cabedelo: 417,6 mm e Mataraca: 409,7 mm, todos também com valores bem acima da média histórica.

Tabela 01 – Totais acumulados de 01 Janeiro a 28 fevereiro/2025 (totais acumulado acima dos 200 mm) – Setor leste da Paraíba

TENDÊNCIA CLIMática

Figura 02 –Temperatura da Superfície do Mar na bacia tropical do Oceano Atlântico dia 08/03/2025.  Fonte: tropicaltidbits.com

Sobre o Oceano Pacífico tropical, o fenômeno La Niña encontra-se desconfigurado e apresentando padrão de neutralidade.  Apesar da sua condição neutra e desconfigurada, o atual padrão de atuação não traz impactos diretos desfavoráveis ao clima do Nordeste do Brasil durante o período chuvoso que se inicia sobre o setor leste da Paraíba.

Deste modo, a atual condição climática do Nordeste do Brasil (NEB), passa a depender das condições reinantes sobre a bacia do Oceano Atlântico Tropical.

Conforme a figura 02, temos que toda a bacia do Oceano Atlântico tropical, principalmente na área próximo a costa leste do litoral paraibano, encontra-se aquecida e com temperaturas em torno de 28oC (próximo ao litoral do NEB), e que é altamente favorável a incursão de instabilidades atmosféricas e formação de sistemas convectivos que se estabelecem no oceano e se deslocam para o continente.

Com isso, a grande influência sobre o clima no NEB, principalmente sobre a faixa litorânea da Paraíba, passa a depender das condições predominantes sobre o Oceano Atlântico Tropical, particularmente sobre as condições da temperatua sobre o Oceano Atlântico.  Assim, com a continuidade do aquecimento das Temperaturas da Superfície do Mar (TSM) sobre o Atlântico Tropical, principalmente sobre a costa leste do estado da Paraíba, contribuem para manutenção das precipitações pluviométricas na região e consequente melhoria do quadro de chuvas em todo o setor leste da Paraíba (mesorregiões do Litoral Norte, Litoral Sul, João Pessoa e Brejo).

Assim, as perspectivas evoluem para o favorecimento climático neste próximo bimestre e a manutenção das precipitações pluviométricas em toda a faixa leste paraibana.

Deste modo, diversos modelos de previsão climática continuam apontando para que o próximo bimestre mantenha precipitações pluviométricas na categoria de normal a ligeiramente acima da média, refletindo, assim, o favorecimento atmosférico sobre o Nordeste do Brasil, apesar da desconfiguração do fenômeno La Niña, a permanência de águas mais aquecidas sobre o costa leste do Nordeste do Brasil, mantém o quadro de condições favoráveis.

TENDÊNCIA de TEMPO

Figura 02 – Previsão subsazonal de 09 a 15/03, probabilidade (%) de probabilidade (%) de ocorrência de precipitações acima da normal – Modelo CEFSv2/NCEP – FUNCEME.  Fonte: Funceme e CPTEC/INPE.

O mês de março representa, climatologicamente, a pré estação chuvosa do setor leste da Paraíba, como período normal das precipitações pluviométricas na região.

Deste modo, o período normal das chuvas começa a se estabelecer, e os totais climatológicos aumentam em intensidade e regularidade, dando a chegada de um período de precipitações pluviométricas mais regulares e temperaturas mais baixas na região.

Assim, com a permanência do aquecimento das temperatuas da superfície do mar sobre o Oceano Atlântico tropical, e o favorecimento das condições de ventos no litoral, diversos modelos, a exemplo da figura 03 (NCEP/CPTEC/FUNCEME), mostram uma tendência de que no período de 09/03 a 15/03 haverá uma alta probabilidade de precipitações, acima da média histórica, em praticamente todo o setor leste do Nordeste do Brasil (NEB), em particular sobre o litoral paraibano, mesorregiões do Litoral Sul, Litoral Norte, João Pessoa e no Brejo.

Assim, espera-se, com essa tendência favorável, a continuidade das precipitações pluviométricas no decorrer dessa segunda semana do mês de março, marcando o ínicio do período normal de chuvas sobre a faixa litorânea e áreas adjacentes.

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Informe Climático – Janeiro de 2025

01/2025 - 08 DE JANEIRO DE 2025

FENÔMENO LA NIÑA E ATLÂNTICO MAIS QUENTE DEVERÃO FAVORECER A EVOLUÇÃO DAS PRECIPITAÇÕES PLUVIOMÉTRICAS NO PRIMEIRO TRIMESTRE DE 2025

CLIMA - CONDIÇÕES ATUAIS

Figura 01 – Anomalia da Superfície do mar sobre o Oceano Pacífico – Temperatura média dezembro/2024. Em azul resfriamento (Evento La Niña) e vermelho aquecimento. (Fonte: Climate Prediction Center / NCEP).
Sobre a bacia do Oceano Pacífico Tropical, figura 01, as águas superfíciais permanecem mais frias do que a média, tons em azul, e, dão força a atuação do fenômeno La Niña, embora se apresente desconfigurado, evolução muito lenta e com fraca intensidade. Mas, no decorrer deste trimeste, janeiro, fevereiro e março, o fenômeno La Niña deverá amplificar sua intensidade e atuação e favorecer o período mais chuvoso da região semiárida do Nordeste do Brasil (NEB) e, também. sobre o litoral nordestino, em particular sobre o litoral do estado da Paraíba.
Figura 02 – Anomalia da Superfície do mar sobre o Oceano Atlântico em 07/01/2024. Em azul resfriamento e vermelho aquecimento. (Fonte: https://www.tropicaltidbits.com).

Deste modo, as condições climáticas Oceanicas e Atmosfericas, sobre o Oceano Pacífico tropical continuam evoluindo favoravelmente ao período mais chuvoso do Nordeste do Brasil, que se inicia, e vai se configurando de forma a auxiliar a aumentar a regularidade das chuvas sobre o semiárido nordestino e, deste modo, trazendo um período mais úmido, com mais nebulosidade e aumento das precipitações pluviométricas no litoral paraibano.

Com relação ao Oceano Atlântico tropical, figura 02, a Temperatura da Superfície do Mar (TSM), sobre a área oceânica da costa leste da América do Sul, começam a apresentar redução das anomalias negativas, ou seja, estão apresentando um relativo aquecimento em nas últimas semanas (manchas em tons amarelho/laranja) e que deste modo, começam a apresentar uma condição mais favorável ao clima sobre o Nordeste do Brasil, em particular sobre o litoral paraibano, regiões do Agreste, Brejo e Litoral, onde deverá trazer impactos mais favoráveis a manutenção da nebulosidade e, apesar da região do litoral estar em pleno período de estiagem, este aquecimento das TSM sobre o Atlântico Tropical poderá induzir a ocorrência de precipitações pluviométricas mais regulares e com totais mais representativos no decorrer do trimestre.  Essa condição de aquecimento deverá também manter altos índices de nebulosidade sobre toda a faixa litorânea da Paraíba

TENDÊNCIA TEMPO E CLIMA

Figura 03 – Previsão climática para a precipitação pluviométrica para o trimestre janeiro a março. Fonte: www.ciiffen.org

Conforme a evolução favorável do fenômeno La Niña e permanecendo a manutenção de águas mais quentes sobre a costa leste do Nordeste do Brasil, o quadro climático evolui para favorável e as condições atmosféricas atuam de modo a melhoria da qualidade do período mais chuvoso sobre o Nordeste do Brasil (NEB), inicialmente sobre a região semiárida do NEB, trimestre janeiro a março e posteriormente sobre o litoral leste do NEB, em particular sobre o litoral paraibano.

Conforme, tendência de previsão climática de diversos modelos para o trimestre janeiro a março, a exemplo do modelo de previsão climática do ECMWF/CIIFEN, figura 03, a tendência climática para o estado da Paraíba converge para totais pluviométricos dentro da normalidade, ou seja, valores acumulados no trimestre dentro da média histórica, com maior probabilidade de precipitações acima da média em estados mais ao norte do NEB. 

Com relação ao litoral nordestino, a permanência do aquecimento anômalo das águas do Oceano Atlântico tropical, deverá melhorar a regularidade das precipitações pluviométricas e com tendência a totais pluviométricos também na categoria normal.

Com a intensificação do fenômeno La Niña e um maior aquecimento das águas do Oceano Atlântico deve haver uma maior consolidação da previsão climática e as precipitações pluviométricas torna-se-ão mais regulares e os totais se consolidarão mais dentro da categoria prevista.

Figura 04– Previsão da precipitação pluviométrica para o período de 10 a 16 de dezembro. Em azul, previsão de precipitações mais representativas. Fonte: ECMWF/CIIFEN.

Com a evolução do período chuvoso sobre toda a região semiárida do Nordeste do Brasil, as precipitações pluviométricas, no decorrer do mês de janeiro de 2025,  começam a evoluir gradativamente em praticamente toda a região, com sistemas predominantes de oeste da leste e precipitações concentradas no setor centro oeste do Brasil.  Sobre o litoral, precipitações pluviométricas mais fracas e esparsas, mas que condizem com a climatologia desta região.

Conforme indicativos de diversos modelos de previsão do tempo à médio prazo, neste mês de janeiro, há bons indicativos de ocorrência de precipitações representativas, e os modelos estão prevendo que as precipitações pluviométricas sobre o NEB, se apresentem com totais dentro da normalidade, conforme exemplo do resultado do modelo regional do ECMWF/CIIFEN, figura 04, em que mostra a previsão de 10 a 16 de janeiro de 2025 sobre todo o Brasil, em particular para o Nordeste, mostrando um período de concentração de precipitações pluviométricas mais representativas na região centro norte, mas com boas perspectivas de precipitações sobre a faixa litorânea no range médio previsto de 25-75 milimetros para o período.

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Informe Climático – Novembro de 2024

07 DE NOVEMBRO DE 2024

FENÔMENO LA NIÑA COMEÇA A SE RESTABELER E MODELOS CLIMÁTICOS APONTAM TRIMESTRE MAIS ÚMIDO NA FAIXA LITORÂNEA DA PARAÍBA

CLIMA - CONDIÇÕES ATUAIS

Figura 01 – Anomalia da Superfície do mar sobre os Oceanos Pacífico e Atlântico – 06/11/2024. Em azul resfriamento e vermelho aquecimento.

Nestas últimas duas semanas, o fenômeno La Niña voltou a ganhar força, com as anomalias de temperaturas da superfície do mar reduzindo gradativamente (resfriamento da temperatura do oceano) e se estabelecendo em toda a bacia tropical do Oceano Pacífico, figura 01.

Assim, as condições climáticas sobre o oceanos Pacífico continua evoluindo favoravelmente e apresentando configurações vantajosas para o ínicio do período mais chuvoso do semiárido nordestino e trazendo um período mais úmido, com nebulosidade variável e chuvas isoladas, porém de fraca intensidade, para a região do litoral nordestino, em particular no litoral da Paraíba.

Deste modo, as Temperaturas da Superfície do Mar (TSM), sobre o Oceano Pacífico Tropical, apresentam predomínio de anomalias negativas da TSM dando indicativo do reestabelecimento do fenômeno La Niña e com isso um favorecimento gradativo para a evolução de sistemas convectivos sobre o Nordeste do Brasil (NEB).

Sobre o Oceano Atlântico tropical, figura 01, as TSM sobre a área oceânica da costa leste da América do Sul, começam a apresentar redução das anomalias negativas, ou seja, estão apresentando um relativo aquecimento em nas últimas semanas e que deste modo, começam a apresentar uma condição mais favorável ao clima sobre o Nordeste do Brasil, em particular sobre o litoral paraibano, regiões do Agreste, Brejo e Litoral, onde deverá trazer impactos mais favoráveis a manutenção da nebulosidade e, apesar da região do litoral estar em pleno período de estiagem, este aquecimento das TSM sobre o Atlântico Tropical poderá induzir a ocorrência de precipitações pluviométricas isoladas neste final de 2024, embora de fraca intensidade, mas mantém o tempo mais amêno, e com temperaturas oscilando próximo a média histórica.

Figura 02– Previsão da anomalia de evolução das Temperaturas da Superfície do Mar (TSM) sobre os Oceanos Pacífico e Atlântico. Tons em azul indicam resfriamento e em tons laranja aquecimento. Fonte: NCEP`/NOAA.

TENDÊNCIA CLIMÁTICA

Figura 03 – Anomalia de tempertura da superfície do mar sobre o Oceano Atlântico Tropical – média das últimas 04 semanas – 09/10/2024 – 30/10/2024.

Conforme a previsão da modelagem atmosférica observada na figura 02, com relação as Temperaturas da Superfície do Mar (TSM) sobre os Oceanos Pacífico e Atlântico, observa-se a previsão de expansão e aumento das anomalias negativas de TSM sobre toda a bacia leste do Oceano Pacífico Tropical mostrando o estabelecimento do fenômeno La Niña, pelo menos, até o trimestre março a maio de 2025, e sobre a bacia do atlântico tropical oeste, observa-se uma tendência de previsão para padrão de neutralidade à aquecimento das anomalias de TSM sobre a costa leste do Nordeste do Brasil (NEB) garantindo assim, um quadro oceânico em evolução favorável ao início do periodo chuvoso com boas perspectivas na região semiárida do NEB e uma pré-estação favorável sobre o litoral paraibano.

Uma análise mais apurada sobre o Oceano Atlântico Tropical, figura 02, mostra que neste último mês de outubro as Temperaturas da Superfície do Mar (TSM), sobre o Oceano Atlântico Tropical, evoluiram para um quadro mais positivo em relação aos meses anteriores, e as anomalias negativas de temperatura, temperaturas abaixo da média, evoluiram para um padrão de neutralidade, ou seja, estão aquecendo, fator esse que melhora a condição atmosférica para evolução de precipitações pluviométricas sobre o setor leste do Nordeste do Brasil (NEB).  Condição esta que, também contribui para um maior transporte de umidade do Oceano Atlântico para o continente aumentando a umidade atmosférica e melhorando as possiblidades de precipitações na faixa leste do NEB, em particular sobre o litoral paraibano.

TENDÊNCIA DO TEMPO

Figura 04– Previsão da anomalia de precipitação pluviométrica sobre a América do Sul para o período de 07 a 20 de novembro. Tons em azul indicam precipitações acima da média, em vermelho abaixo. Fonte: CPTEC/INPE.

Com a evolução do período de estiagem, ainda permanece o quadro de ausência de precipitações representativas em todo o estado da Paraíba.

Conforme indicativos de diversos modelos de previsão do tempo à médio prazo, neste mês de novembro, ainda não há indicativos de ocorrência de precipitações representativas, e os modelos estão prevendo que as precipitações pluviométricas sobre o NEB, apresentem totais dentro da normalidade, conforme exemplo do resultado do modelo regional do CPTEC/INPE, figura 04. 

Particularmente para o litoral paraibano, as pecipitações devem se manter dentro do padrão de normalidade para o período de estiagem e não devem apresentar chuvas representativas, apenas precipitações pluviométricas passageiras e isoladas. As temperaturas devem se manter em torno da média e teremos nebulosidade variável sobre a região no decorrer desta primeira quinzena do mês.

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