Durante Assembleia Geral Ordinária realizada nesta segunda-feira (31), na sede da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), em João Pessoa, foi apresentadas as contas da entidade referente ao exercício de 2024, incluindo o balanço geral, os demonstrativos do período e o parecer do Conselho Fiscal. Por unanimidade dos presentes, as contas foram aprovadas.
O presidente da Asplan, José Inácio, que estava acompanhado do contador da entidade, Aderaldo Jr., conduziu a assembleia e reiterou na ocasião a importância da união dos associados em prol do fortalecimento da entidade que continua assegurando ao associado o pagamento do melhor preço de cana e mantendo a entidade em equilíbrio. “A atual diretoria trabalha para chegar ao final de nosso mandato, em outubro de 2026, numa boa condição, com equilíbrio financeiro, com uma reserva de pelo menos um ano de despesas garantidas”, disse José Inácio.
Ele lembrou que o fortalecimento da cultura canavieira na Paraíba passam necessariamente, pelo fortalecimento da Asplan. “Essa entidade é que luta pelos fornecedores, é quem está na linha de frente da defesa da categoria”, reiterou o presidente José Inácio.
Na apresentação do contador, ficou evidenciado o equilíbrio contábil da entidade que mesmo com redução de safra e de preço da cana, manteve dados positivos. “Mesmo com déficit no exercício do ano passado, mantivemos o equilíbrio fiscal graças às aplicações financeiras de curto, médio e longo prazo. E esse equilíbrio de caixa reflete a responsabilidade que sempre teve os dirigentes da entidade que, sem exceção, sempre tiveram muito cuidado com o gerenciamento e direcionamento dos recursos dos fornecedores”, esclareceu Aderaldo Jr.
Em seguida, o contador enumerou o direcionamento e montante das aplicações da Asplan que dão estabilidade a entidade e asseguram o pleno funcionamento da associação por, pelo menos, uma safra. Segundo relatório, a receita de juros destas aplicações no ano passado foi de R$ 245 mil.
Em seguida, o vice-presidente, Pedro Neto, fez informes importantes sobre pagamento do CBios e sobre o PL 715/23, que tramita no Congresso, e que assegura que o trabalhador safrista continue recebendo benefícios sociais do governo, entre outras questões relevantes para o setor. “Esse PL deve ajudar muito na questão da contratação da mão de obra que anda muito difícil. No próximo dia 23 estarei em Brasília e vou me encontrar com o ministro da Agricultura para tratar deste assunto da regulamentação do CBios que foi aprovada pelo Congresso e sancionada pela Presidência da República, mas precisa ser ainda regulamentada”, disse Pedro.
Em primeira mão, Pedro Neto anunciou que a Asplan contratou uma consultoria que vai organizar os dados dos fornecedores de cana para deixá-los aptos a participar do Renovabio e receber os CBios como fornecedor padrão. “Essa empresa vai nos ajudar a organizar os dados agrícolas que vai incluir o fornecimento de notas fiscais de combustível, nota de adubo, de corretivos, dados sobre energia, CAR e documento da propriedade e outros dados, como produtividade, para que a gente entregue essas informações prontas à usina”, disse ele. Na próxima sexta-feira (4) haverá uma primeira reunião na Asplan para sistematização deste processo.







