Associações de fornecedores de cana do NE assumem protagonismo para acelerar pagamento da subvenção de R$ 12 por tonelada

Associações de fornecedores de cana do NE assumem protagonismo para acelerar pagamento da subvenção de R$ 12 por tonelada

As entidades representativas de fornecedores de cana-de-açúcar do Nordeste, entre elas a Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba – Asplan, assumem papel estratégico na operacionalização da subvenção federal de R$ 12 por tonelada destinada aos produtores independentes da região. Além de atuarem na defesa da medida junto ao Governo Federal, as entidades estão se mobilizando para auxiliar no cadastramento dos beneficiários e contribuir para que os recursos sejam liberados com maior rapidez.

A possibilidade de as associações estaduais realizarem o cadastramento dos produtores foi um dos principais pontos discutidos nas reuniões realizadas em Brasília, nesta quarta-feira (12). A iniciativa poderá reduzir o tempo de análise da documentação e facilitar o processo de habilitação junto à Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Embora o pagamento seja feito diretamente ao fornecedor independente de cana que atender aos critérios estabelecidos, as entidades poderão atuar na organização dos documentos e no encaminhamento das informações necessárias. A estratégia busca evitar que dificuldades burocráticas atrasem o acesso dos produtores ao benefício.

O presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais, participou das agendas em Brasília e destaca que o envolvimento das entidades é fundamental neste momento de execução da medida. “Conquistamos essa subvenção depois de uma grande mobilização do setor e, agora, precisamos garantir que ela chegue efetivamente a quem precisa. Nossa presença em Brasília teve justamente esse objetivo: dialogar com a Conab, entender os procedimentos e buscar mecanismos que deem celeridade ao pagamento. As associações estão prontas para colaborar no que for necessário para facilitar o acesso dos produtores ao recurso”, afirma José Inácio.

A proposta é que o cadastramento seja realizado de forma organizada pelas entidades, permitindo que os produtores tenham orientação quanto à documentação exigida e às etapas necessárias para habilitação. O prazo estabelecido pelo Governo Federal para apresentação da documentação vai até 30 de outubro, mas a intenção das associações é antecipar o processo e possibilitar que os pagamentos sejam realizados de forma gradual, à medida que os produtores sejam habilitados.

A mobilização das entidades ocorre em um cenário de forte pressão sobre os fornecedores independentes, que enfrentaram uma combinação de fatores adversos na safra 2025/2026, entre eles os efeitos da estiagem prolongada no Nordeste, mudanças nas cotas de exportação de açúcar e restrições impostas pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros. A estimativa é de que aproximadamente 17 mil produtores independentes sejam contemplados pela política pública. O programa conta com até R$ 270 milhões destinados pela União e foi criado exclusivamente para fornecedores independentes, não contemplando as usinas.

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