Agentes tecnológicos que atuarão nas análises de cana-de-açúcar nas usinas da Paraíba começam treinamento no dia 21 deste mês

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francisco dutraCapacitação acontece entre os dias 21 e 25 de julho, com aulas teóricas e práticas, na Asplan. Agentes vão acompanhar a safra 2014/2015 nas usinas paraibanas

A Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan)  vai realizar, entre os dias 21 e 25 de julho, um treinamento para capacitação dos profissionais que atuarão como agentes tecnológicos nas oito unidades industriais paraibanas, durante toda a safra 2014/2015. O químico, consultor e pesquisador da Universidade Federal Rural do Pernambuco (UFRPE), Francisco Dutra Melo, será o responsável pela parte teórica da capacitação, realizada no auditório da entidade, enquanto o  supervisor de fiscalização da Asplan, Edvam Silva, ficará com a parte prática, ministrada no laboratório da Associação, no prédio sede da entidade, no Centro de João Pessoa.

 Durante o treinamento, o consultor Francisco Dutra, detalhará questões importantes do universo canavieiro, a exemplo de conceitos sobre cana-de-açúcar, seus derivados, conceituou os requisitos para ser um bom fiscal, sobre qualidade da matéria-prima e também sobre as normas institucionais e operacionais do atual sistema de pagamento da cana de açúcar pela ATR (Açúcar Total Recuperável), incluindo as novas normas da ABNT de avaliação da cana em vigor a partir de 2014.

Edvam Silva lembra que a fiscalização é realizada 24 horas por dia, em regime de escala, porque o fornecimento de cana para as unidades industriais não sofre interrupção. Ainda segundo Edvam, o trabalho em campo deve começar ainda em julho, com o começo da moagem da atual safra. “A Japungu deve iniciar a safra ainda em julho e as demais devem começar no início de agosto, de forma que teremos que ter nossa equipe de fiscalização já disponível nos próximos dias”, afirma Edvam. Dezenove profissionais, entre novatos e veteranos, participarão da capacitação.

Durante o treinamento, os futuros agentes tecnológicos também aprenderão sobre normas e procedimentos que regulamentam toda a etapa de análise da matéria-prima no laboratório das unidades industriais, além de noções de informática. Nas aulas teóricas, os agentes recebem noções de  capacidade de organização, facilidade de relacionamento, aprendem detalhes dos equipamentos utilizados nas análises, vêem a discrição detalhada das atividades, aprendem a utilizar o livro de ocorrências, a aferir os equipamentos, além de trabalhar com o cálculo matemático dos dados de análises coletados para determinação do valor da ATR. Na parte prática, eles aprendem a fazer a coleta das amostras, o desfibramento e homogeneização, a pesagem da matéria-prima, extração do caldo e a realização das análises, além de receberem conhecimentos sobre o sistema de processamento de dados.

“Essa capacitação é muito importante, uma vez que prepara esses agentes tecnológicos para realizarem o monitoramento da matéria-prima entregue pelos associados da Asplan nas indústrias do Estado, dando total segurança para nossos associados quanto ao valor pago por sua matéria-prima. Na realidade, nossos agentes atuam como monitores da qualidade da cana fornecida pelos nossos associados”, destaca o presidente da Asplan, Murilo Paraíso.

 De acordo com o engenheiro agrônomo e coordenador do departamento técnico da Asplan, Vamberto Rocha, a função dos fiscais é de suma importância para os associados da entidade. “Ela é fundamental na análise do valor da matéria-prima fornecida às usinas, por isso, além dos conhecimentos técnicos, precisamos de profissionais que tenham responsabilidade, compromisso e iniciativa”, finaliza Vamberto.