Asplan, Energisa e Sindalcool se unem para reduzir queimadas criminosas em canaviais na Paraíba

asplan energisa reuniao

asplan energisa reuniaoIncêndios ilegais prejudicam as redes de alta tensão e à população com a interrupção no fornecimento de energia elétrica

Representantes da Energisa,  da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) e do Sindicato da Indústria de Fabricação do Álcool e do Açúcar (Sindalcool) se reuniram nesta terça-feira (13), na Asplan, para definir a pauta de um encontro onde será debatido assuntos de interesse dos produtores de cana-de-açúcar da Paraíba e formalizado um Termo de Compromisso entre a Energisa, Asplan e Sindalcool, que vai dar início a uma parceria para coibir queimadas ilegais de canaviais. O encontro, cuja data ainda será definida, acontecerá no auditório da Asplan, na Rua Rodrigues de Aquino, 247, Centro, em João Pessoa.

Segundo o diretor da Asplan, Oscar Gouvêa, várias reuniões entre a entidade e a Energisa, já aconteceram, com o objetivo de debater essa questão das queimadas clandestinas e suas consequências. “Agora, com a formalização desta parceria, vamos unir forças para juntos coibirmos essa prática ilegal que além de prejudicar a população ainda nos coloca, injustamente, como agentes causadores deste problema quando, na realidade, nós não temos nada a ver com essas queimadas ilegais”, afirma o diretor da Asplan.

Segundo informações apresentadas pela Energisa, os danos à rede elétrica com as queimadas ilegais têm acontecido principalmente no período que vai de agosto a fevereiro – época mais seca – durante o dia e nos finais de semana, o que comprova a intenção criminosa, visto que não há fogo programado para corte de cana nesse horário e dias.  Ainda segundo informações da companhia de energia elétrica da Paraíba, os trechos que mais chamam a atenção pelo histórico de desligamentos, por causa de queimadas ilegais, estão entre Santa Rita e Sapé, Rio Tinto e Mataraca, Goiana e Caaporã, Mamanguape e Jacaraú, além do trecho entre Santa Rita e a Usina Japungu.

De acordo com Oscar Gouvêa, o fogo programado para o corte da cana é feito sempre à noite e em dias de semana. “Temos mais de mil boletins de ocorrência, estes devidamente registrados na polícia, de fornecedores de cana e empresas, denunciando incêndios criminosos que são inadmissíveis, e que causam enormes prejuízos com a queima indiscriminada de cana que ainda não alcançou os níveis ideais de ATR”, explica o dirigente da Asplan.

A ideia é que neste encontro que será realizado, as empresas parceiras apresentem suas sugestões que se transformarão num plano de manejo conjunto para coibir essa prática ilegal de queima do canavial, a ser aplicado ainda na atual safra. Na ocasião, ainda será abordado temas de interesse do produtor, tais como, a explanação sobre como ter acesso a um medidor irrigante, a tarifa social, a recursos do financiamento para projetos de eficiência energética e ainda um esclarecimento sobre o detalhamento dos tributos e insumos que recaem sobre o custo da tarifa de energia elétrica paga pelo consumidor.

Na reunião preparatória do encontro, realizada nesta terça-feira, participaram além de Oscar Gouvêa e Thybério Luna Freire, do DETEC da Asplan, além do produtor, José Jorge da Costa os representantes da Energia, Tércio Cassius, Karla Petrucci, os assessores de Marketing, Comunicação e Cultura, Marina Rivers e Alexandre Melo, além de Edmundo Barbosa, do Sindalcool.