Asplan realiza treinamento de agentes tecnológicos que atuarão nas análises de cana-de-açúcar nas usinas da Paraíba

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Capacitação aconteceu essa semana, com aulas teóricas e práticas.

 vamberto treinamentoAgentes vão acompanhar a safra 2013/2014 nas usinas paraibanas

A Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan)  realizou essa semana, entre os dias 19 e 22, um treinamento para capacitação de 25 profissionais que atuarão como agentes tecnológicos nas nove unidades industriais locais durante toda a safra 2013/2014. O químico, consultor e pesquisador da Universidade Federal Rural do Pernambuco (UFRPE), Francisco Dutra Melo, foi o responsável pela parte teórica da capacitação, enquanto o  supervisor de fiscalização da entidade, Edvam Silva, ficou com a parte prática, ministrada no laboratório da Associação.

 Durante o treinamento, o consultor Francisco Dutra, detalhou questões importantes do universo canavieiro, a exemplo de conceitos sobre cana-de-açúcar, seus derivados, conceituou os requisitos para ser um bom fiscal, falou sobre qualidade da matéria-prima e também detalhou as normas institucionais e operacionais do atual sistema de pagamento da cana de açúcar pela ATR (Açúcar Total Recuperável). “O universo canavieiro hoje é bastante amplo e tende a se expandir cada vez mais. A oportunidade que vocês estão tendo aqui hoje é única e cabe a cada um de vocês aproveitar essa chance de ingressar num segmento que tem atuação em todo o país e está em franca expansão”, disse o consultor.

Todos os 25 profissionais que participaram da capacitação são novatos. Segundo Edvam Silva, outros profissionais já veteranos nesta atividade deverão ser convocados para se unirem ao grupo. A fiscalização é realizada 24 horas por dia, em regime de escala, porque o fornecimento de cana para as unidades industriais não sofre interrupção. Ainda segundo Edvam, o trabalho em campo deve começar no início de setembro. “A Miriri e a Japungu já iniciaram a safra. As demais devem começar no início de setembro e apenas a Pemel deve começar em meados do mês, de forma que teremos que ter nossa equipe de fiscalização já disponível no início de setembro”, afirma Edvam.

Durante a capacitação, os futuros agentes tecnológicos também aprenderam sobres normas e procedimentos que regulamentam toda a etapa de análise da matéria-prima no laboratório das unidades industriais, além de noções de informática. Nas aulas teóricas, os agentes recebem noções de  capacidade de organização, facilidade de relacionamento, aprendem detalhes dos equipamentos utilizados nas análises, vêem a discrição detalhada das atividades, aprendem a utilizar o livro de ocorrências, a aferir os equipamentos, além de trabalhar com o cálculo matemático dos dados de análises coletados para determinação do valor da ATR. Na parte prática, eles aprendem a fazer a coleta das amostras, o desfibramento e homogeneização, a pesagem da matéria-prima, extração do caldo e a realização das análises, além de receberem conhecimentos sobre o sistema de processamento de dados. A parte prática é feita no laboratório da Asplan, instalado no prédio sede, em João Pessoa.

“Essa capacitação é muito importante, uma vez que prepara esses agentes tecnológicos para realizarem o monitoramento da matéria-prima entregue pelos associados da Asplan nas indústrias do Estado, dando total segurança para nossos associados quanto ao valor pago por sua matéria-prima. Na realidade, nossos agentes atuam como monitores da qualidade da cana fornecida pelos nossos associados”, destaca Edvam Silva, que além de instrutor do curso também atuará como supervisor dos trabalhos dos fiscais nas usinas durante toda a moagem. De acordo com o engenheiro agrônomo e responsável pelo departamento técnico da Asplan, Vamberto Rocha, a função dos fiscais é de suma importância para os associados da entidade. “Ela é fundamental na análise do valor da matéria-prima fornecida às usinas, por isso, além dos conhecimentos técnicos, precisamos de profissionais que tenham responsabilidade, compromisso e iniciativa”, finaliza Vamberto.