Banco do Brasil apresenta soluções em crédito para produtores de cana-de-açúcar na sede da Asplan

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credito bbProdutores de cana-de-açúcar da Paraíba assistiram uma apresentação do assessor da Superintendência Estadual do Banco do Brasil, Silvânio Alves de Souza, sobre diversas linhas de crédito do banco destinadas ao agronegócio. A palestra, intitulada de Soluções de Crédito do Banco do Brasil para Plantadores de Cana-de-Açúcar, aconteceu, na semana passada, no auditório da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan).

O assessor da Superintendência Estadual do Banco do Brasil deu início à sua palestra mostrando a importância da cultura canavieira na Paraíba. Segundo dados do BB, o estado possui 14 mil hectares de plantação de cana e gera 44 mil empregos diretos e indiretos, sendo também responsável por uma fatia de 4,5% de todo o Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias (ICMS) da Paraíba. “Para mim é importante estar aqui porque não só reforçamos o relacionamento do banco com a classe como também mostramos o que ele pode fazer por vocês”, disse o assessor, lembrando que na Paraíba, cerca de 300 pequenos e médios fornecedores de cana ainda tinham possibilidade de acessar seu crédito no BB.

Linhas de Crédito do BB

Dentre as linhas de crédito apresentadas, estiveram as que se encaixam em linhas de ‘Investimento’ e as que estão inseridas nas linhas de crédito de ‘Custeio’. A primeira trata de financiamentos destinados a tudo aquilo que geralmente perdura para os próximos ciclos da cana-de-açúcar, como tratores, equipamentos, etc. Já os créditos de Custeio são para aquilo que não é durável ou que se consome durante a atividade, ou seja, sementes, tratos culturais e tudo aquilo que se precisa para custear a produção

Entre os financiamentos de Investimento estão o Pronamp, para produtores com renda de no mínimo R$ 800 mil ao ano; o Investimento Tradicional; o BB ABC – para agricultura de baixo carbono; a Compulsória, que serve para a aquisição de bens de capital a capital de giro, inclusive para cooperativas; o Finame Rural; e o Pronaf Alimento, que é para o pequeno produtor com renda de até R$ 160 mil ao ano, com limite de crédito de até R$ 130 mil, sendo os juros de até 2% para as operações de mais de R$ 10 mil.

Já os financiamentos de Custeio, ou seja, para manutenção da cana, existe o Pronamp, com regras que incluem renda bruta anual de R$ 800 mil, com limite de credito de R$ 500 mil e juros de até 5%; o Custeio Tradicional, com limite de crédito de 800 mil e juros de 5,5%; o Pronaf Custeio; e o Agronegócio Giro, com encargos variáveis. “É preciso que o produtor conheça cada uma dessas linhas e veja em qual que melhor se encaixa”, afirmou o assessor da Superintendência Estadual do Banco do Brasil, Silvânio Alves, lembrando que para projetos de investimento (plantio de cana ou renovação do campo), é preciso a apresentação do licenciamento ambiental. Para obter mais informações sobre o assunto, Silvânio recomendou a navegação no site do BB www.bb.com.br/agronegocios.

 Situação difícil

Após a explicação sobre cada uma das linhas de crédito, os produtores presentes tiraram suas dúvidas, mas outros aproveitaram o momento para criticar o descaso do Governo Federal. O pequeno produtor de cana da região de Mataraca (PB), José Alves, por exemplo, foi à palestra porque pensou que fosse sair da apresentação com uma solução para suas dívidas. “A explicação foi boa, mas eu não vou mais pegar crédito. Vim para ver o que eu poderia fazer com minhas dívidas. Não dá para pegar mais dinheiro. estou tentando é renegociar meus débitos”, disse o produtor.

A falta de orientação dos produtores, que não contam com o zoneamento e com o auxílio de instituições de pesquisa, também foi apontada na ocasião. “Não é fácil ser agricultor sem um zoneamento agrícola que diga onde se pode plantar bem. O Banco do Brasil financia, mas não sabe onde a cana ou outras culturas darão certo. Esses financiamentos são fantásticos, mas é preciso de alguém orientando. Se fosse assim, todos nós ficaríamos ricos”, afirmou o produtor Assis Marques, agradecendo as explicações.