Classe canavieira ainda espera posição de ministro quanto à subvenção

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murilo mapaKátia Abreu já autorizou decreto. Agora falta o ministro Levi fazer  o mesmo para que a Presidente Dilma possa assinar o documento

O presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), Murilo Paraiso, esboçou preocupação em relação à demora da publicação do decreto que regulamenta a lei que autoriza a liberação de recursos para cerca de 30 mil produtores de cana do Nordeste e do Rio de Janeiro. Apesar de o benefício ter sido publicado em lei no ano passado, o decreto ainda precisa de autorização de alguns ministros para que a presidente Dilma assine. A ministra Kátia Abreu, da Agricultura, já chancelou o decreto e encaminhou para a análise da Fazenda há duas semanas, mas o ministro Joaquim Levi ainda não avaliou o documento.

“Precisamos desses recursos para repor nossas perdas não só com a seca anterior, mas também em função da defasagem do preço da cana hoje em cerca de R$ 60,00 quando na realidade era para ser em torno de R$ 95,00 para cobrir nossos custos”, desabafou o dirigente, complementando que “Não se tem recursos para investimentos para a próxima safra”. De acordo com ele, a categoria está aguardando agora que o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro Neto, interceda pela classe.

 Na semana passada, o presidente da União Nordestina de Produtores de Cana da Paraíba (Unida), Alexandre Lima, visitou o ministro que garantiu apoio à causa dos produtores de cana. “Ele disse que falará com o ministro da Fazenda, Joaquim Levi, em favor da subvenção econômica”, explicou Alexandre, destacando que o encontro foi na última quarta-feira (04), no gabinete de Armando, em Brasília. Alexandre Lima contou que durante a reunião, atualizou o ministro sobre os trâmites pendentes para a assinatura do decreto da subvenção, regulamentando a lei 12.999, que foi publicada em julho de 2014.

Espera-se que depois da aprovação do ministro Joaquim Levi, o decreto seja, enfim, assinado pela presidente Dilma Rousseff. “É preocupante a nossa situação. Nenhuma Ação agora é mais importante do que a liberação desses recursos para a classe. Esse dinheiro servirá para nos recompor ainda da seca e para que possamos melhorar nossa cultura na próxima safra”, destaca o presidente da Asplan, Murilo Paraiso.