Dezessete anos após criar a UNIDA Gregório Maranhão volta formalmente a integrar a entidade como Secretário Geral

O retorno formal do consultor Gregório Maranhão, um especialista no assunto canavieiro e sucroenergético, aos quadros da União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida), na condição de Secretário Geral, como ele próprio definiu é uma volta ‘paternal’. Isto porque a entidade foi criada por ele há 17 anos e, neste período, ele sempre atuou no setor, tendo uma atenção especial com a Unida, uma entidade que congrega vinte mil produtores, oito associações de classe do Nordeste, está presente em nove estados da região, gera cem mil empregos diretos e responde por 40% da produção total de cana-de-açúcar nordestina, o equivalente a 18 milhões de toneladas/safra, cujo plantio compreende um milhão de hectares.

“Em um momento como esse, que o Governo Federal acena com a possibilidade de estimular os investimentos no setor agrícola, incluindo ai a cana-de-açúcar, e que os governadores da região formam o Consórcio Nordeste, vislumbramos que a Unida deveria aproveitar esse momento para capitanear projetos que alavanquem a cultura canavieira e nada mais adequado e oportuno que chamar uma pessoa que tem um conhecimento profundo do setor e uma enorme capacidade de agregar valor ao segmento que é Gregório Maranhão. Fizemos o convite para ele retornar, efetivamente, aos quadros da entidade e ele aceitou mais esse desafio”, afirma o presidente da Unida e da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais.

Para Gregório, o convite foi extremamente significativo e lhe deixou muito feliz. “Minha relação com o setor existe há mais de 40 anos, dediquei, praticamente, a minha vida inteira as causas do setor e penso que tenho muito a agregar e colaborar para que a cultura canavieira seja alavancada porque antevejo muita coisa boa que pode ser feita neste sentido”, disse Gregório, destacando dois projetos importantes que projetam cenários promissores para o setor.

O projeto Renovar, que foca na revitalização da lavoura canavieira e prevê a renovação anual de 20% da área de plantio dos canaviais do Nordeste e ainda o projeto Águas do Norte, inicialmente, idealizado para a zona da Mata Norte de Pernambuco, mas, que pode ser expandido para outras áreas e estados, que projeta a construção de micros bacias para acumular águas do período de inverno para serem usadas durante o verão, tanto para irrigação da lavoura canavieira, como em outros projetos paralelos de piscicultura e plantio de hortifrúti, entre outros. Ambos os projetos são de autoria de Gregório e foram concebidos para serem desenvolvidos através de parcerias público/privada.

Criada para congregar todas as entidades de classe do Nordeste, a Unida, segundo Gregório é, proporcionalmente, a entidade mais importante em volume de produção e representatividade social no Nordeste. “Digo sempre que o desenvolvimento regional tem que passar pelo setor produtivo canavieiro que gera empregos, renda e equilíbrio social a partir daí”, reitera Gregório. Ele lembra ainda a vantagem de custo x benefício de se investir no setor já que para geração de empregos no segmento são necessários investimentos na ordem de R$ 8 a R$ 10 mil, enquanto que o mesmo investimento para o setor industrial oscila entre R$ 90 e R$ 100 mil. “Além deste custo diferenciado, uma fábrica tradicional gera, em média, dois mil empregos diretos, enquanto a indústria sucroenergética gera cerca de 4 a 5 mil empregos por planta e cada emprego direto destes representa cerca de cinco indiretos”, afirma Gregório.

Para o secretário geral da Unida, que já atuou em cargos do Governo Federal, em trades, como diretor em diversas industrias e em entidades de classe, voltar a entidade tem um grande significado. “O bom filho a casa torna diz o ditado, mas, neste caso, o bom pai é quem está retornando, e voltar a convite de José Inácio, um líder da categoria, um dirigente respeitado por todos e um amigo querido, é ainda mais gratificante o que só aumenta a minha responsabilidade”, finalizou Gregório que já encaminhou uma carta ao governador de Pernambuco, Paulo Câmara, solicitando que a Unida seja inserida nas discussões, debates e programação do Consórcio Nordeste.