Estradas que cortam a zona canavieira paraibana serão revitalizadas a partir de outubro graças a uma parceria público-privada

As obras de recuperação de 673,9 km de estradas para garantir o escoamento da produção de cana-de-açúcar e outros produtos na Paraíba, requerida por produtores e representantes de unidades industriais que processam cana no estado, terão início no próximo mês. Além das estradas, localizadas em 30 pontos da zona canavieira que estão em péssimas condições de uso, o segmento canavieiro também solicitou a construção de seis passagens molhada, dois pontos de passagem inferior, bem como a reforma de quatro pontes, construção de três e alargamento de duas. A garantia das obras foi dada pelo Superintendente do Departamento de Estradas e Rodagem (DER-PB), Carlos Pereira, durante reunião com o presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), Murilo Paraíso, e outros representantes do setor no final de agosto.

Dentre os trechos de estradas vicinais – vias não pavimentadas que interligam zonas rurais à zona urbana – apontadas pela Asplan e as unidades industriais que precisam de intervenções estão cerca de 58 km que liga a cidade de Sertãozinho à Usina Miriri; alguns pontos da BR 101, nas mediações do Túnel Jacaraúna, na fazenda Marco João, próxima à praia de Lucena; pontos da PB 025 próximo a cidade de Sapé; outras localidades da PB 030; além de trechos da PB 044, no caminho para a usina Tabu, que precisa de recapeamento e acostamento; e da PB 034, que passa pelo município de Alhandra e precisa de intervenções de tapa buracos em diversos trechos.

Dentre os seis pontos para passagens molhadas requeridas pelos representantes do setor canavieiro paraibano, quatro estão sob o Rio Paraíba, próximos aos engenhos Cangulo e Vigário e à Comunidade da Consolação. Outras passagens molhadas solicitadas estão localizadas sob o Rio Mamanguape, nas mediações da fazenda Santíssimo, e uma próxima a cidade de Cuitegi, nas mediações da barragem. O segmento também pediu a recuperação da ponte de Cobé, localizada sobre o Rio Paraíba, próximo ao município de Cruz do Espírito Santo.

Já das seis pontes que precisam de intervenções (reforma ou alargamento), três estão na PB 034 próximos à Destilaria Tabu; uma está sob o Rio Mamoaba, próximo à Usina Giasa, outra está na saída da BR 101 para a Fazenda Santana e outra no Rio Mumbaba. Outras três pontes, segundo os representantes do setor canavieiro, precisam ser construídas, sendo duas próximas ao Distrito de Cupissura e outra próxima ao município de Pilões, sob o Rio Araçagi.

Para o presidente da Asplan, Murilo Paraíso, a recuperação dos trechos descritos no documento será benéfica para toda a sociedade e não só para quem vive da agricultura, visto que dentre os trechos solicitados existem muitos que servem, inclusive às cimenteiras e ao tráfego da própria população. “Na PB 044, por exemplo, temos o tráfego de pelo menos 4 mil toneladas de cimento diariamente, fora a cana que sai da Giasa. O recapeamento da via estará ajudando a todos, inclusive a população que reside naquela localidade”, ressaltou Murilo.

Parceria para o desenvolvimento

As ações de revitalização de estradas, pontes e passagens molhadas serão desenvolvidas a partir de uma parceria público-privada firmada entre o Governo do Estado, através do Departamento de Estradas e Rodagens (DER), a Asplan e as unidades industriais que processam cana-de-açúcar no Estado. Pelo acordo, assinado na última reunião do DER com os representantes do segmento canavieiro, o estado disponibilizará as máquinas e a contrapartida da iniciativa privada será a mão de obra, combustível, o material e ainda outros tratores. Vale salientar que antes mesmo da formalização do acordo, dois trechos solicitados anteriormente pelo setor produtivo na localidade próxima ao município de Pedras de Fogo e de Jacaraúna, já tiveram suas obras iniciadas pelo Governo do Estado.

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