Etanol de segunda geração tem apoio do BNDES

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bndesO Plano de Apoio Conjunto à Inovação Tecnológica Agrícola no Setor Sucroenergético (Paiss Agrícola), lançado em fevereiro de 2014 pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), chegou ao final deste ano com 35 projetos contemplados, totalizando R$ 2 bilhões. O ano termina com quatro plantas de etanol de segunda geração aprovadas pelo BNDES e Finep, dentro do programa.

Para o presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), Murilo Paraíso, essa é uma ótima notícia, visto que o Brasil não tinha iniciativas desse nível para o etanol de segunda geração. “Embora sejamos o principal detentor de produtividade na área de combustíveis renováveis no mundo, não tínhamos iniciativa em se falando de tecnologia para o desenvolvimento dessa área. Isso será fundamental para o mercado de etanol nos próximos anos, com certeza”, comentou o dirigente.

Segundo dados que vem sendo publicados pela Agência Brasil, o valor de R$ 2 bilhões supera, inclusive, a dotação prevista inicialmente pelo programa, que era de     R$ 1,48 bilhão. Ao final deste ano duas plantas de segunda geração já estarão operando e nesta terça-feira (16) outra planta de escala comercial também foi aprovada. Esses projetos foram apoiados na fase do desenvolvimento tecnológico, porque esse é um  momento de extrema importância, visto que se tem a implantação para depois acontecer a difusão tecnológica.

Sobre o Paiss Agrícola

Os projetos do Paiss Agrícola têm cinco linhas, que vão da adaptação de máquinas até a transgenia, que é o desenvolvimento de novas variedades de cana, passando por sistemas integrados de manejo, planejamento e controle da produção – técnicas mais ágeis e eficientes de propagação de mudas e adaptação de sistemas industriais para culturas energéticas compatíveis ou complementares com o sistema agroindustrial do etanol produzido a partir da cana-de-açúcar.