Exames admissionais para a safra 2019/2020 estão sendo realizados na Asplan e nas sedes das propriedades rurais

O exame admissional é indispensável para evidenciar o estado de saúde físico e mental de um futuro funcionário. Obrigatório pela legislação trabalhista para consolidar a contratação de empregados com carteira assinada, o exame é simples e rápido e se for feito pela Associação de Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) para seus associados ainda sai de graça. Isto porque a entidade tem um Médico do Trabalho que realiza esse exame tanto na sede, em João Pessoa, quanto nas propriedades rurais. O Dr. Tarcísio Campos é o profissional que está à frente desse serviço na Asplan e desde o mês de maio, quando começaram os exames admissionais para a safra 2019/2020, ele divide sua rotina na entidade e nas fazendas dos produtores de cana paraibanos.

Os exames admissionais começaram a ser feitos ainda em maio, mesmo antes do início da safra, e estima-se que 80% desses exames sejam realizados nas próprias fazendas, visto que o trabalhador geralmente reside nas proximidades da propriedade. “Montamos um cronograma de visitas, que organiza os dias e horários para que o médico do trabalho esteja nas propriedades dos associados realizando os exames”, explica a gerente administrativa da Asplan, Kiony Vieira. De maio até o último dia 23 de agosto, a Associação realizou um total de 1.221 exames, sendo 127, em maio, 55 em junho, 215 em julho e 824 em agosto até o dia 23.

O médico do trabalho, Dr. Tarcísio Campos, destaca que não é só a qualificação profissional que precisa ser levada em consideração na hora da contratação. “A saúde do futuro funcionário também precisa ser avaliada e monitorada para garantir a integridade e a qualidade do trabalho realizado. Os exames admissionais, bem como os demissionais, estão estabelecidos na Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) e funcionam como uma espécie de proteção tanto para empregados como para empregadores”, reitera o médico.

Ele explica ainda que o exame é importante para verificar se o funcionário está bem para exercer a atividade que ele se propõe. “O corte da cana, por exemplo, é uma atividade que demanda força. Se a pessoa tiver hérnia de disco ou outro tipo de hérnia, por exemplo, não se adequa a função. Não podemos contratar pessoas com doenças existentes que possam colocar em risco a saúde dele e comprometer também o trabalho a ser desempenhado”, argumenta Dr. Tarcísio Campos.

O médico destacou que no caso do trabalhador rural, em especial o que atua no corte da cana, doenças na coluna ou doenças de pele são muito perigosas. “No caso da doença de pele, um dos riscos da atividade é justamente a exposição sem proteção adequada a irradiação solar. Embora usem Equipamentos de Proteção Individual – o sol no Nordeste é forte e não se pode brincar com isso”, frisou o médico.

Dr. Tarcísio lembra ainda que para as funções como tratorista, empilhadista, entre outras que operam máquinas, exames complementarem podem ser solicitados como a audiometria, exame oftalmológico e eletrocardiograma. Os associados que ainda não agendaram a visita do médico para a realização de exames admissionais, pode procurar a Asplan para incluir a sua propriedade no cronograma de visitas. O serviço é gratuito para os produtores associados.