Fertilidade de solo do Nordeste foi tema de palestra realizada na Asplan

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emilioProfessor Dr. Emídio Cantídio, da UFRPE, mostrou as vantagens da adubação correta tanto do ponto de vista de desenvolvimento da planta quando de retorno do investimento para o produtor

“Para uma adubação correta, o produtor rural precisa  além de conhecer as deficiências do solo e corrigi-las adequadamente, levando em conta o diagnóstico da acidez. Também é necessário que ele selecione variedades que se adaptem melhor a região”. Essa foi uma das dicas dadas pelo professor Dr. Emídio Cantídio Almeida de Oliveira, do Departamento de Agronomia da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), durante palestra para produtores de cana-de-açúcar, realizada nesta quinta-feira (01), no auditório da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan).

Durante a palestra técnica ‘Fertilidade dos Solos dos tabuleiros costeiros da Paraíba’, Dr. Emídio detalhou várias experiências nutricionais da região, incluído a Paraíba em diversos experimentos e variedades,  em condições de sequeiro e irrigação, que demonstraram a diferença da evolução da planta e, consequentemente, de sua produtividade, quando acontece uma adubação adequada, no tempo certo.

Segundo o especialista, a fertilidade do solo da região Nordeste é normalmente baixa e sempre têm algum tipo de deficiência para corrigir. Nas análises apresentadas, por exemplo, ele enfatizou a deficiência de fósforo como uma das mais frequentes em solos paraibanos., lembrando que ele responde por 57% do crescimento da planta. O professor destacou ainda que é preciso ter especial atenção com o nitrogênio, que é responsável por 90% do crescimento da parte área da planta. Potássio, enxofre, cálcio e magnésio também precisam ser levados em consideração para o bom desenvolvimento da cultura.

O agrônomo Bennon Barreto reforçou as colocações de Dr. Emídio, destacando que é preciso ter especial atenção com os produtos a serem utilizados na correção e adubação do solo. “Às vezes, o produto é excelente, mas colocado em quantidade insuficiente ou desnecessariamente vai prejudicar a lavoura ao invés de contribuir para sua produtividade”, disse ele, lembrando que as questões do solo ‘são um desafio constante para os produtores e que esse desafio é ainda mais na Paraíba por causa das deficiências”. Dr. Dante, agrônomo da destilaria Japungu, por sua vez, ressaltou a relevância dos trabalhos que nos últimos anos tem propiciado ganhos importantes na produtividade da cana-de-açúcar na Paraíba.

O vice-presidente da Asplan, Raimundo Nonato, fez o encerramento do evento, que fez parte de um ciclo de palestras realizado pelo Departamento Técnico da entidade (DETEC), agradecendo a palestra de Dr. Emídio, enaltecendo-a como ‘extremamente esclarecedora e oportuna para melhor orientação dos plantadores de cana da Paraíba’.