Impostos e falta de investimento nos canaviais também influenciam a alta do etanol nas bombas

A desoneração do etanol e a necessidade de mais investimentos do Governo Federal na produção de cana-de-açúcar, muitos sabem, é a principal luta de usineiros e plantadores de cana em todo o país. Entretanto, o tema, defendido no último dia 21 pela jornalista Miriam Leitão em seu blog, segundo o presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), Murilo Paraíso, serviu para que muitos brasileiros compreendessem as deformidades do mercado de combustíveis no Brasil e percebessem que a luta não é de poucos, mas de milhares de consumidores que compraram carro flex e querem saber quando haverá álcool competitivo nas bombas.  Em sua página na web, a jornalista explica as distorções do setor e mostra que a falta de competitividade do etanol também está na sua grande carga tributária.
Ela destaca, por exemplo, que em cada litro de etanol incidem R$ 0,46 de PIS/Confins. Na gasolina são R$ 0,26. “Deve ser o único caso de país que incentiva o combustível fóssil e pune o que emite menos gases de efeito estufa”, disse a jornalista. Além disso, Miriam observa que o país comprou um bilhão de barris de etanol na safra 2011/2012, mas exportou 1,5 bilhão de litros. “É incrível que um país que investiu por décadas para ser o grande fornecedor desse combustível, alternativo à gasolina, esteja agora importando os dois”, diz, lembrando que a solução, na opinião dos empresários do setor, é desonerar o etanol, tanto de PIS/Confins, quanto de ICMS e o governo financiar um novo ciclo de investimento da cana.

“Ouvi Perina e Grubisich e os dois disseram que tanto para os produtores quanto para a indústria do álcool a conjuntura é desfavorável. Nos últimos três anos houve seca, geada e crise financeira internacional atingindo a produção. Hoje, há um parque instalado de processamento da cana maior do que a capacidade do país de produzir. Só isso já é o suficiente para elevar o preço do etanol”, afirma a jornalista em seu blog referindo-se ao pronunciamento de Ismael Perina Júnior, presidente da Organização dos Plantadores de Cana-de-Açúcar do Centro Sul (Orplana) e José Carlos Grubisich, presidente da ETH Bioenergia.

O presidente da Asplan destaca que além de investir em renovação de canaviais e reduzir impostos para que o parque industrial da cana diminua sua ociosidade, o governo também precisa corrigir as distorções do mercado com a regulamentação mínima do setor sucroalcooleiro. “O governo precisa pensar mais à frente. É preciso que se regulamente também o setor produtor para que tenhamos cotas mínimas direcionadas apenas para a produção do combustível e o atendimento da demanda interna”, afirma o dirigente da Asplan. “É um absurdo que o país tenha uma política protecionista em relação ao combustível fóssil e sobrecarregue de taxas e de outras dificuldades o etanol, um produto mais sustentável e menos poluente”, conclui Murilo Paraíso.
 

 

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