Moagem de cana dos fornecedores da Asplan para as usinas na safra 2013/2014 já chega a 85%

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moagemcanaO processo de moagem da cana-de-açúcar referente à safra 2013/2014 dos fornecedores ligados à Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) já atingiu 85%, o equivalente a 1.406.551,442 toneladas. Toda essa matéria-prima produzida pelos 1.700 fornecedores/associados já foram processadas nas oito usinas sucroalcooleiras do estado, sob a fiscalização de 18 agentes tecnológicos contratados pela Asplan. O trabalho teve início em agosto em algumas unidades e noutras em setembro. A expectativa é que a safra termine em fevereiro. Os dados são do Departamento Técnico da Asplan (Detec).

“É importante salientar que o atraso do inicio desta safra em relação a anterior ocorreu por conta do péssimo desempenho do inverno de 2012 e o inverno de 2013 ter começado a se consolidar só a partir de maio, retardando portanto a época ideal de corte da cana para moagem”, explica o Coordenador do Detec, Vamberto de Freitas Rocha. Segundo Vamberto, dificilmente será atingida a mesma moagem  da safra 12/13 que, comparando com a 2011/12, já teve uma redução de 25%, repercutindo de uma forma bastante negativa na atividade dos produtores de cana-de-açúcar. “Daí a importância das ações efetivadas do Estado como todo para recuperar uma das culturas que mais gera emprego e renda na Paraíba”, complementa o presidente da Asplan, Murilo Paraiso.

Moagem e fiscalização

A moagem da cana na Paraíba, assim como a respectiva fiscalização, acontece durante 24 horas nas usinas Japungu, Miriri, Monte Alegre, Giasa, Agroval, Tabu, São João e Pemel, que concluirão os trabalhos gradativamente. De acordo com o geotecnólogo da Asplan Thybério Luna, a primeira usina a encerrar as atividades da safra 2013/2014 deve ser a Miriri, enquanto que a Japungu e a Agroval deverão moer até o final de fevereiro, devido à demanda de produção de cana própria.

Os agentes/fiscais tecnológicos disponibilizados pela Asplan monitoram todo o processo de moagem da cana-de-açúcar, sobretudo o cumprimento das normas técnicas estabelecidas entre empresas processadoras de cana e fornecedores, como a pesagem da matéria-prima e o seu pagamento pela ATR (Açúcar Total Recuperável), até a trituração, a leitura do Brix (teor de sacarose) e da Pol (pureza do caldo extraído) da cana. “Nosso objetivo é de garantir uma avaliação precisa da qualidade da matéria-prima fornecida às usinas e que o fornecedor de cana não seja prejudicado no momento do recebimento de seu pagamento”, explicou Thybério, acrescentando que o produtor que tiver, por exemplo, a ATR (açúcar) de sua cana abaixo da média, deve procurar de imediato a Asplan, mais especificamente o Detec, para estudar a causa para o baixo rendimento e aprimorar a qualidade de sua matéria-prima.