Presidente da Asplan fala da gravidade da seca no NE e lembra que transposição de águas do São Francisco deveria ser prioridade

Com o segmento da cana-de-açúcar projetando um prejuízo que já chega à casa dos 30% da produção da safra 2012/2013 por causa da pouca precipitação de chuvas até final de maio, o presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), Murilo Paraíso, revela preocupação com relação ao futuro do agronegócio no Nordeste. Segundo o dirigente, secas como esta, que não poupou nem mesmo a palma forrageira, extremamente resistente ao calor do sol e à falta de chuvas e que já fez o Governo do Estado decretar situação de emergência em 195 municípios da Paraíba, leva o produtor a uma situação crítica. Diante desse quadro, o dirigente canavieiro lembra que a conclusão imediata das obras de transposição de águas do Rio São Francisco para beneficiar as regiões semiáridas dos estados de Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará deveria ser tratada como prioridade pelo Governo Federal para que os produtores rurais não tivessem que enfrentar novamente os efeitos de uma nova seca sem a possibilidade de irrigação em seus campos.

 “Já foi demonstrada, de todas as formas, a viabilidade econômica e ambiental dessa obra. Agora, o Governo deve acelerar os serviços dos trechos que estão atrasados para que os cerca de doze milhões de nordestinos, residentes nos 390 municípios do Agreste e do Sertão da Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Ceará possam, enfim, ser beneficiados com as águas do Rio e não precisem passar pelo mesmo sofrimento mais na frente, quando outra seca atingir a região”, defendeu o dirigente, lembrando que, no caso da cana-de-açúcar, a obra vai beneficiar, principalmente, o pequeno produtor, que representa mais de 90% da categoria na Paraíba. Estima-se que a transposição vai garantir água para 2,5 milhões de paraibanos de 127 municípios. As águas do São Francisco chegarão às bacias dos rios Paraíba e Piranhas, e haverá garantia do aumento da oferta nos açudes Epitácio Pessoa, Acauã, Engenheiro Ávidos e sistema Coremas/Mãe D’Água.

Há cerca de quatro meses, o senador Vital do Rêgo Filho (PMDB-PB) visitou trechos da obra da Transposição do São Francisco entre o Sertão paraibano e o Estado de Pernambuco. Em entrevista, ele informou que as obras nos eixos Leste e Norte têm previsão de término para o ano de 2015, e estão com 71% e 46% concluídas, respectivamente. Segundo observou o senador, o governo federal planeja investir R$ 780 milhões nos eixos Norte e Leste da transposição, o que dará grande celeridade à obra. Pela importância da transposição para milhares de nordestinos, é esperado que toda a classe política, em especial a nordestina, cobre o bom andamento das obras.

Para a deputada federal Nilda Gondim ((PMDB-PB), que também vem relatando aos seus colegas da Câmara Federal a luta dos nordestinos para sobreviver à seca, quando o projeto de transposição de águas do Rio São Francisco estiver concluído, os agricultores das áreas hoje castigadas pela seca voltarão, enfim, a produzir sem medo. “Somente com a garantia da conclusão deste projeto, aliada à execução de muitas outras políticas públicas voltadas para o atendimento das necessidades básicas da população, a região Nordeste poderá finalmente ter o que comemorar durante o principal período de colheita agrícola, que coincide exatamente com o período junino que estamos vivenciando”, enfatizou a deputada através de um release distribuído por sua assessoria de imprensa, recentemente.

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