Produtores de cana da Paraíba iniciam plantio da próxima safra

A Paraíba é o terceiro maior produtor de cana-de-açúcar do Nordeste ficando atrás apenas de Pernambuco e Alagoas, os dois maiores produtores da região. Terminado os tratos culturais, os produtores canavieiros da Paraíba estão executando as primeiras etapas para o plantio da safra 2012/2013, calagem, preparação do solo e plantio. De acordo com o presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (ASPLAN/PB), Murilo Paraíso, todas as etapas dos tratos culturais devem ser realizadas com profissionalismo para não comprometer a produtividade da cana que será colhida. “Todas as etapas são importantes e precisam ser feitas com planejamento e técnicas apropriadas para não afetar a produtividade e evitar o desperdício”, explicou o dirigente informando que essa primeira etapa deveria ter sido iniciada no final do mês de maio, mas devido ao baixo índice pluviométrico somente agora está se dando início. “Todo ano começamos a preparar a terra no final de maio, mas como o inverno esse ano foi escasso adiamos para o final de junho”, afirmou o dirigente.

Para Murilo, um dos pontos que merece especial atenção dos agricultores é o preparo do solo, que aliado a calagem é o alicerce do plantio e, tão importante quanto as outras fases, como a escolha das variedades de cana, adequadas a sua região e ao tipo do solo, o adubo, o herbicida e a utilização de defensivos, quando necessário.

Cerca de 20%, ou seja, 26.000 hectares do total de 130 mil/ha de plantio da cana na Paraíba são renovados a cada ano, a chamada “cana de renovação”. Nesta área, a adubação é feita em duas etapas. A primeira é feita com fertilizantes à base de fósforo e micronutrientes na fundação da plantação. Já a segunda parte da adubação é feita na cobertura da plantação utilizando fertilizante a base de nitrogênio e potássio. Na Paraíba a renovação do plantio acontecerá de junho a agosto e a cobertura do solo é realizada no começo das chuvas, no mês de janeiro.

De acordo com o engenheiro agrônomo Vamberto Rocha, os produtores paraibanos deveriam fazer, a cada seis anos, o uso de rotação da cultura agrícola. Segundo ele a técnica que, comprovadamente, promove a melhoria do solo, os seus níveis físicos, químico e biológico, aumentando a capacidade produtiva dos canaviais. “Os produtores de São Paulo costumam utilizar esta técnica, por meio do cultivo da lavoura branca (soja, amendoim, milho, arroz e feijão) garantindo melhoria de  produtividade, além da contribuição para oferta de alimento. 

Resgate da evolução da cultura da cana-de-açúcar

O cultivo da cana-de-açúcar  deu-se pela necessidade imperativa de colonizar e explorar um território até então sem muita importância econômica para Portugal. Vários foram os motivos para a escolha da cana, entre eles a existência no Brasil do solo de massapê, propício para o cultivo da matéria-prima além de ser um produto muito bem cotado no comércio europeu e capaz de gerar valiosíssimos lucros, transformando-se no alicerce econômico da colonização portuguesa no Brasil entre os séculos XVI e XVII.

Na Paraíba, atualmente, mais de 90% do cultivo da cana-de-açúcar é feita por pequenos e médios produtores. “O cultivo da cana-de-açúcar é anunciado por ambientalistas e defensores da agricultura familiar como sendo lavoura de grandes latifundiários, quando na realidade a grande maioria dos produtores que plantam cana no Estado é formada por pequenos e micros produtores. Hoje, esse contingente representa 90% dos associados da ASPLAN/PB”, atesta Murilo Paraíso. Os cerca de 1.800 produtores vinculados a Associação respondem por cerca de 40% da produção total de cana-de-açúcar do Estado. O restante da produção é oriunda de plantações próprias das indústrias ou de terras arrendadas por elas.

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