Subvenção econômica do setor sucroenergetico é incluída nas demandas dos governadores que participaram da reunião em João Pessoa

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encontro governadoresA carta contendo essas e outras prioridades dos governadores será entregue à Dilma logo após sua posse, no 1º de janeiro

João Pessoa sediou, nesta terça-feira (09), o Encontro dos Governadores Eleitos do Nordeste Brasileiro. O evento aconteceu pela manhã no Centro de Convenções da Paraíba. Os governadores prepararam um documento que será entregue à Presidente Dilma após a posse, no dia 1º de janeiro, contendo as principais demandas da região para os próximos quatro anos. A subvenção econômica do setor sucroenergético está entre as necessidades apontadas. Na ocasião, a questão foi defendida pelos  governadores da Paraíba, Ricardo Coutinho e de Alagoas, Renan Filho, e apoiada pelos demais governadores da região.

Representantes do segmento sucroalcooleiro da Paraíba estiveram reunidos no dia 28 de novembro com Ricardo Coutinho para solicitar seu engajamento na liberação da subvenção econômica dos produtores de cana, que ainda hoje aguarda sua inclusão nas despesas governamentais de 2015 do tesouro nacional. O benefício, destinado a repor perdas de safras passadas foi garantido pela lei 12.999/14 desde julho, mas o Governo Federal ainda não liberou os recursos. O governador havia se comprometido a levar a questão para a reunião dos governadores.

Para o presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), Murilo Paraíso, que esteve hoje pela manhã, acompanhado dos diretores da entidade, Oscar Gouvêa e Pedro Jorge, no encontro dos governadores, esse é um problema que vem preocupando vários produtores de todos os estados do Nordeste, principalmente os de Pernambuco, Alagoas e Paraíba, que são os maiores produtores de cana da região. “Foi muito importante esse apoio do governador que, ao lado de lideranças como Renan, que é de Alagoas, conseguiu incluir a demanda na lista de prioridades que será entregue à presidente. Esperamos agora que esses recursos sejam liberados e que o produtor possa, enfim, repor suas perdas que são referentes ainda à safra 2012/2013, quando passamos também por uma grande seca”, comentou Murilo.