Frente Parlamentar pela Valorização do Setor Sucroenergético é relançada em Brasília

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murilaoCriada em 2013 com o objetivo de debater e levar as principais demandas do setor às diversas instâncias do poder público, a Frente Parlamentar pela Valorização do Setor Sucroenergético foi relançada nesta quinta-feira (07). Presidida pelo deputado Sérgio Souza (PMDB/PR), a Frente atuará, principalmente, para estimular os debates no Congresso Nacional, para de forma mais articulada obter as respostas necessárias para o soerguimento da cadeia produtiva da cana-de-açúcar, que passa por uma crise sem precedentes com o fechamento de mais de 60 unidades industriais em todo o país, nos últimos 10 anos, e uma redução drástica nos postos de trabalho.

 Segundo o presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), Murilo Paraíso a reativação da Frente representa um suporte importante para o setor. “A Frente vai fortalecer e ampliar o trabalho das entidades de classe e junto com elas cumprir um papel decisivo de incentivar e cobrar investimentos no setor e uma política direcionada a um setor tão vital para a economia nacional, que não tem tido a devida atenção dos governos”.

O presidente da Asplan lembra o pioneirismo do Brasil na produção de energia limpa e a participação estratégica do álcool combustível na matriz energética do país. Segundo ele, apesar do Brasil estar na vanguarda da produção energética com responsabilidade ambiental, o setor sucroenergético foi deixado em segundo plano pelo governo nos últimos anos e desde a extinção do Proálcool não tem uma política definida que o proteja e fortaleça. “A Frente terá o papel de reivindicar que tenhamos mais atenção e prioridade do governo”, afirma Murilo, lembrando que o Brasil é o maior produtor mundial de cana-de-açúcar.

Dados divulgados pela Confederação Nacional de Agricultura (CNA) mostram que, atualmente, o país tem 400 unidades industriais e 70 mil produtores independentes de cana-de-açúcar, que são responsáveis pela geração de mais de 1 milhão de empregos diretos, distribuídos por cerca de 20% dos municípios brasileiros, e por um PIB de mais de US$ 40 bilhões e exportações anuais da ordem de US$ 15 bilhões.