Recursos da subvenção ainda não foram liberados

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MuriloParaiso okProdutores do Nordeste estão esperando a autorização para

pagamentos do subsídio que ameniza perdas com a seca

A pior estiagem dos últimos 50 anos atingiu com força todo o Nordeste, especialmente os estados de Pernambuco, Alagoas e Paraíba. Por causa da redução na produção da cultura de cana-de-açúcar, estimada em 30%, a presidente Dilma Rousseff anunciou, no último mês de maio, em caráter de urgência, um subsídio no valor de R$ 12 por tonelada de cana aos produtores da região. Quase cinco meses depois da promessa, o dinheiro ainda não saiu e a situação do setor piora a cada dia.

 Para saber quando o dinheiro deve ser liberado, haverá uma reunião, em Brasília, nesta segunda-feira (23), entre os ministérios da Fazenda e da Agricultura, Conab e o próprio Tesouro Nacional para discutir a questão. Segundo o presidente da União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida), Alexandre Lima, o deputado Pedro Eugênio (PT-PE) e os senadores Renan Calheiros (PMDB-AL) e Humberto Costa (PT-PE) já sinalizaram estarem a favor da categoria e irão reivindicar a solução do problema.

De acordo com Alexandre, o recurso deveria ter sido liberado nesta semana, mas o Tesouro Nacional não liberou o valor, impedindo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) de efetuar o pagamento. “Na subvenção anterior, a Conab tinha plena autonomia para fazer o pagamento, agora, precisa primeiro empenhar por parte as remessas da subvenção, junto ao Ministério da Agricultura que, por sua vez, precisa ter autorização do Tesouro Nacional”, explicou o dirigente da Unida.

Caso tivesse sido liberado, a primeira parte da ajuda estaria disponível desde a semana passada. A medida emergencial vai beneficiar 21 produtores nordestinos, totalizando R$ 145 milhões. O presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), Murilo Paraíso, lembra que é  grande a expectativa da categoria para receber a ajuda do governo federal. “Estamos esperando essa subvenção desde que ela foi anunciada e já estamos em setembro e não recebemos ainda”, desabafa o dirigente da Asplan.